Crucifies my enemies....

segunda-feira, maio 09, 2005

Hello

Mais um fim de semana passado, mais uma semana que por aí vem, menos dias para a estreia, menos dias para férias.
Ocorreu neste fim de semana, com incidência ontem, uma massiva transmissão de um vírus, o W32/Bropia. Este vírus nada faz, é chato apenas, muito chato. Impede o acesso aos Updates de tudo o que seja antivírus, windows updates e torna o sistema inevitavelmente lento, quando não o bloqueia, pura e simplesmente.
A todos os que apanharam, primeiro, firewall do windows ligada, updates a tempo e horas e nunca aceitar nada sem ter a certeza do que é. Somos portugueses, falamos português, não acham estranho alguém que também o é, mandar-vos algo noutra língua?
Mas pronto, casa roubada, trancas à porta.
Aqui vai a solução, basta irem a este link fazer o download do "removal tool", correr o programa. Depois fazer os updates de tudo e um scanzito do sistema como digestivo.
Para quem sabe mexer-se, o que estás aqui a fazer?

Dia 7

1915 Um submarino alemão afunda o trasatlântico Lusitania.

Dia 8

1945 II Guerra MUndial: capitulação da Alemanha.

Dia 9

1688 Os Habsburgo apoderam-se da Transilvania, expulsando os turcos.

domingo, maio 08, 2005

Daquelas que dá vontade de andar a abrir...

Elimination

terminal, what disease
told me too late
what's this cough and wheeze
fatal, you're shittin' me
a second opinion
is what I need
laughin' in a windstorm
blowin' all the cornstalks down
cryin' in a funeral home
forward my mail, six feet underground

elimination

contagious, say why not
not just me
waitin' to rot
painful, yeah I know
when I had to go
i'm yankin' on my plug
and I can't seem to get it loose
pullin' all the stops
your ideals change. when you got
nothing to loose.

elimination
eliminate the right
eliminate the wrong
eliminate the weak
eliminate the strong
eliminate your feelings
eliminate too late
eliminate the hope
eliminate, eliminate

if I had just one more day
i'd turn it all around
i'd make a play of good, clean livin'
and dig me out of the ground
and if I had just one more day
i'd say it to your face
pull the plug on everyone
eliminate this race.
we want to cure
and we want it now.
reissue hope
we don't eare how
you're makin' a mess
diseasin' a nation
runaway train to elimination

hopeless there's no doubt
set on a slow burn
from the inside out
carefully say what for
last one out
closes the coffin door
spendin' all you saved
and wishin' for a little more
if i'm lookin' at the ceilin'
then I must be layin' on the floor.

terminal, what disease
told me too late
what's this cough and wheeze
fatal... you're shittin' me
a second opinion
there's gotta be
laughin' at the epidemic
something is going around
crying at the epidemic
pullin' on nails, six feet underground.

Overkill "The years of decay"

sexta-feira, maio 06, 2005

Já tenho

Bilhete para o STAR WARS EPISODE III Revenge of The Sith......

Today

Bem o SCP lá perdeu, meus parabéns, lá estamos nós a subir no ranking da UEFA. Assustaram-se, viram o que é ser benfiquista contra TODAS as equipas, mas passaram, que é o que interessa.
Hoje anos da Bárbara, bairro alto for sure, ou não... Logo se vê.
Mas antes aproveitar este dia maravilhoso para o compartilhar com a minha Carolina!!!!

Dia 6

1915 Nasce Orson Welles

quinta-feira, maio 05, 2005

Debates

Em alguns templos Zen japoneses, existe uma antiga tradição: se um monge errante conseguir vencer um dos monges residentes num debate sobre budismo, poderá pernoitar no templo. Caso contrário terá de ir embora.

Havia um templo assim no norte do Japão dirigido por dois irmãos.

O mais velho era muito culto e o mais novo, pelo contrário, era tolo e tinha apenas um olho.

Uma noite, um monge errante foi pedir alojamento a eles.

O irmão mais velho estava muito cansado, pois havia estudado por muitas horas; assim, pediu ao mais novo que fosse debater:

"Solicite que o dialogo seja em silêncio", disse o mais velho.

Pouco depois, o viajante voltou e disse ao irmão mais velho:

"Que homem maravilhoso é seu irmão.

Venceu brilhantemente o debate.

Assim, devo ir-me embora. Boa noite."

"Antes de partir", disse o ancião,

"por favor, conte-me com foi o dialogo."

"Bem", disse o viajante,

"primeiramente, ergui um dedo simbolizando Buda.

Seu irmão levantou dois dedos simbolizando Buda e seus ensinamentos.

Então, ergui três dedos para representar Buda, seus ensinamentos e seus discípulos.

Daí, seu irmão sacudiu o punho cerrado em minha frente, indicando que todos os três vem de uma única realização."

Com isso, o viajante se foi.

Pouco depois, veio o irmão mais novo parecendo muito aborrecido.

"Soube que você venceu o debate", falou o mais velho.

"Que nada ", disse o mais novo,

"esse viajante é um homem muito rude."

"É?", disse o mais velho,

"Conte-me qual foi o tema do debate."

"Ora!", exclamou o mais novo,

"no momento em que ele me viu, levantou um dedo insultando-me, indicando que tenho apenas um olho.

Mas por ser ele um estranho, achei que deveria ser polido.

Ergui dois dedos congratulando-o por ter dois olhos.

Nisto, o miserável mal-educado levantou três dedos para mostrar que nos dois juntos tínhamos três olhos.

Então, fiquei louco e ameacei- lhe dar um soco no nariz - assim ele se foi."

O irmão mais velho riu.

Tipo ajudinha?

Calle Gustavo Adolfo Becker, Urbanizacion Marina de Casares, n.º11-03, Casares __________ España.

(fill in the blank spots, please...)

Hoy

Bom dia! Ou mau dependendo da hora a que acordaram.

Hoy ha sido eso;

Dia 5

1818 - nasce Karl Heinrich Marx, filósofo alemão, criador em conjunto com Friedrich Engels do comunismo moderno, um dos pensadores mais influentes da historia contemporânea.


E só por descargo de consciência, por acaso não têm presente o Código Postal de Casares???

Menina no médico Posted by Hello

Momment of glory! Posted by Hello

Quiet Evening

Era para ser, mas não foi na minha casa....
Vi um grande filme, quer pelas dimensões da tela, 2.70m diagonal, quer pelo próprio. The Kiss of The Dragon, com Jet Li e Bridget Fonda.
Aconselho, não é apenas um filme de porrada, grande enredo.
E agora dormir que tá na hora....

quarta-feira, maio 04, 2005

As cenas

São como são.
E por isso vou cenar a casa do Du.
Após isso a quiet night at home, que também preciso.
E amanhã de manhã, sim tentarei que seja de manhã, tem mesmo de ser de manhã, trabalho.
À tarde um favor a uma promessa da literatura, e após isso, casa de novo para ver Portugal subir no ranking da UEFA.
Espero eu.

Seguindo a onda de outros blogs mais famosos

Orgasmo feminino

O quarto gira, o corpo treme, perde-se a noção do tempo e do espaço. Diz-se então que se atingiu o cume de uma relação sexual de qualidade - o orgasmo.

É como perder a cabeça.
E até as mulheres mais reservadas a perdem...

De facto, assim é. Nesse momento, o cérebro está mobilizado por inteiro para atingir o prazer, esquecendo todas as suas outras faculdades. É o momento da irracionalidade por excelência, capaz de fazer perder o controlo à mulher mais reservada.

Sem vergonhas. Pelo menos sem a vergonha de há algumas décadas, quando uma mulher que expressasse desejo sexual era tida como doente. Se a mulher manifestasse o seu prazer ao companheiro, era ele próprio que a rotulava de depravada.

O orgasmo feminino era mesmo classificado como patológico e tratado clinicamente. Ou não fosse a reprodução o fito exclusivo da relação sexual... para as mulheres.

Felizmente, a mulher libertou-se destes fantasmas. Conquistou o direito ao prazer sexual, ao orgasmo!

Mas, afinal, o que é o orgasmo? A nível fisiológico, caracteriza-se por contracções rítmicas e involuntárias, em resposta ao incremento máximo da tensão sexual. Trata-se de uma descarga de toda a energia sexual acumulada.

Na mulher, essas contracções concentram-se no clitóris e na vagina, mas estendem-se a todo o corpo, geralmente sob a forma de tensão muscular, acompanhada de taquicardia, sudação, formigamento e respiração acelerada. Em seguida, acontece um relaxamento associado a alívio e bem-estar.

Esta é a fase mais objectiva do orgasmo, no demais o fenómeno é subjectivo. Não existem duas mulheres absolutamente iguais (nem as gémeas o são) e o orgasmo não é excepção. Observa-se, pois, uma enorme variação na intensidade, na duração e na frequência da experiência orgásmica.

Aliás, a experiência do prazer é tão variada no universo feminino que pode ou não ser acompanhada pelo orgasmo. Ou seja: a mulher pode não experimentar um orgasmo na relação sexual sem que isso corresponda à ausência de sensações de prazer.

Muitos sexólogos resistem, por isso, a definir o que é o orgasmo feminino, por entenderem que é uma experiência muito subjectiva, uma experiência única para cada mulher. No que coincidem é no entendimento de que se trata do ponto máximo de excitação e de bem-estar da mulher consigo própria.

No mais recusam padrões, sob pena de haver mulheres que não se sintam retratadas, pensando - erroneamente - que são privadas da capacidade orgásmica.

Desmistificar o orgasmo

Na cultura actual, o sexo está muito genitalizado, demasiado circunscrito à penetração, esquecendo uma premissa básica: a de que o ponto de partida de toda a actividade sexual satisfatória é o contacto íntimo - desde o olhar, o sorriso ao toque.

A sexualidade deve ser vista como uma expressão lúdica, uma viagem por um universo de sensações em que cada parceiro explora o corpo do outro. O sexo como fonte de prazer é muito mais do que o coito, na medida em que o contacto corporal pode proporcionar uma vivência erótica muito superior à da penetração.

Mas o facto é que, apesar da revolução sexual, permanecem os mitos. Já não o de que a mulher não deve exibir o seu prazer, mas o de que o orgasmo é obrigatório, por ele se medindo a qualidade de uma relação. Hoje em dia, para agradar ao parceiro a mulher "tem" de ter orgasmo. E, se não o atinge, finge, tal é a tirania.

Muitas vezes, a ansiedade é tanta que a mulher cai numa armadilha e, em vez do prazer último, o que alcança é a insatisfação. Colocar demasiada expectativa no orgasmo é, pois, contraproducente, até porque se um dos elementos do casal não o sentir isso não significa que haja algo errado.

Muitas vezes, o que se passa é que o casal necessita de um período de adaptação, de tempo para se conhecerem melhor, para se exporem, para aprenderem a estar um com o outro.

Isso pode acontecer quando se inicia um novo relacionamento: a experiência anterior não é simplesmente transferida, pelo que a intimidade deve ser construída.

A ansiedade do desempenho é, apenas, um dos factores que podem impedir o êxtase total: cansaço físico, curto espaço de tempo dedicado às carícias preliminares, local não adequado, pressa, consumo de álcool e drogas também são desencorajadores.

A importância de desdramatizar

Cada mulher é única em matéria de excitação sexual. Mas, independentemente da subjectividade das sensações associadas ao orgasmo, há mulheres que sentem dificuldade em atingi-lo.

Fala-se então de anorgasmia, uma situação muitas vezes relacionada com a anatomia e com a técnica utilizada para atingir o orgasmo.

De acordo com algumas investigações, 75% das mulheres necessita de estimulação directa do clitóris para atingir o clímax, não sendo as relações vaginais o melhor caminho para o conseguir.

Um estudo recente efectuado nos Estados Unidos mostrou mesmo que o orgasmo clitoridiano é o primeiro sentido pelas mulheres, fundamental antes de alcançarem o orgasmo vaginal. Aliás, 73% das mulheres inquiridas não precisava sequer de penetração para ter uma vida sexual satisfatória.

Órgão extremamente sensível, o clitóris parece desempenhar, assim, um papel primordial na sexualidade feminina, podendo a sua estimulação prévia à penetração constituir uma boa "terapia" para as mulheres que sentem dificuldade em atingir o orgasmo.

Mas há também problemas físicos que limitam a capacidade orgásmica da mulher: transtornos locais, como a cistite e a vaginite, têm esse efeito, o mesmo acontecendo com doenças mais crónicas, como o hipotiroidismo, a diabetes mellitus, esclerose múltipla.

O consumo de determinados fármacos, como antidepressivos e tranquilizantes, também pode afectar negativamente a auto-imagem sexual da mulher e inibir o orgasmo.

Estas são, no entanto, situações minoritárias. A ansiedade antecipatória é mesmo uma das principais causas da anorgasmia, pelo que a "terapia" recomendada é o diálogo.

Que pode ser com um terapeuta, evidentemente, mas que deve começar em casa, na própria cama, na condução do parceiro, dizendo-lhe quais as suas preferências. Esse diálogo enriquece a sexualidade, previne mal-entendidos e rupturas e ajuda a desfazer a ideia feita de que "não há mulheres frígidas, há é homens incompetentes".

Aprender sobre o próprio processo de excitação, libertando-se dos padrões sexuais existentes, também é meio caminho andado para a conquista do prazer total e final. Que, para umas mulheres, é uma experiência dramática e avassaladora, e para outras bastante subtil.

Em busca do Ponto G

Um número significativo de mulheres afirma que a melhor forma de atingir o orgasmo passa pela estimulação do ponto-G. Trata-se de uma almofada de tecido que só se pode sentir três a cinco centímetros acima da vagina em direcção ao estômago.

A "culpa" é do ginecologista Ernst Grafenberg, o primeiro a colocar a hipótese de esse ponto poder desempenhar um papel chave na resposta sexual feminina. Se a mulher tentar localizar ela própria o ponto-G, deve deitar-se e puxar os joelhos para cima.

O mito do amor

Há uns anos, sexo e amor tinham obrigatoriamente de andar de mãos dadas no imaginário feminino. Era impensável uma mulher manter relações sexuais sem estar apaixonada, cria-se mesmo que, sem amor pelo parceiro, a mulher era incapaz de sentir desejo e prazer.

Nada mais errado. Não é indispensável que a mulher esteja apaixonada para ter prazer, pode perfeitamente viver - e vive-as - relações puramente sexuais, até há bem pouco tempo domínio exclusivo dos homens.

É certo que o amor pode ser a chave para a entrada na vida sexual, sendo mesmo importante que isso aconteça na "primeira vez", de modo a facilitar a entrega com confiança e a evitar desilusões.

Se pensarmos bem, afinal há tantos casais que se amam e não atingem o orgasmo...

Diferentes até no prazer

É isso mesmo: homens e mulheres são diferentes até no orgasmo. O feminino alimenta-se de contracções pélvicas, entre três a quinze em intervalos de 0,8 segundos, em média.

O masculino termina invariavelmente na ejaculação, após o que o homem entra numa fase de relaxamento, em que é incapaz de retomar a relação. Já a mulher, permanece num estado de excitação elevado.

A mulher, mesmo sem orgasmo, pode ter tido uma relação sexual satisfatória, o mesmo não acontecendo com o homem. A ejaculação é a prova que inviabiliza qualquer fingimento do prazer.

Corrida ao orgasmo

Com a estimulação apropriada, as mulheres têm orgasmos com a mesma facilidade dos homens, ainda que a sua dificuldade em isolar o prazer físico do contexto emocional as possa levar a descurar a exploração do seu corpo ou a inibirem-se de pedir ao seu parceiro que as estimule a um grau de satisfação tal que resulte em orgasmo.

Mas há factores que interferem negativamente na capacidade orgásmica feminina e a chamada "corrida ao orgasmo" é um deles.

Típica nas disfunções masculinas, a ansiedade do desempenho, ou medo de falhar, pode ter um papel na procura obsessiva do orgasmo feminino, quer por parte da mulher, que se concentra excessivamente na sua busca, quer por parte do parceiro que, inseguro do seu desempenho, quase exige da mulher um orgasmo que ateste a sua competência.

Estrada Lamacenta

Tanzan e Ekido estavam uma vez viajando juntos por uma estrada lamacenta. Uma chuva forte caía persistentemente.

Numa das curvas da estrada, eles encontraram uma moça adorável, vestida com um quimono de seda e com uma faixa, que não conseguia atravessar o cruzamento.

“Venha cá, menina”, disse Tanzan imediatamente. Levantando-a em seus braços, ele carregou a moça através da lama.

Ekido não falou mais nada até aquela noite em que eles chegaram a um templo com pousada. Ele então não pôde mais se conter. “Nós, monges, não nos aproximamos de mulheres”, disse ele a Tanzan, “sobretudo não das jovens e graciosas. É perigoso. Por que você fez aquilo?”

“Eu deixei aquela menina lá”, disse Tanzan. “Você ainda a está carregando?”

Сегодня

Dia 4

1493 O Papa Alexandre VI reparte o Atlântico entre Portugal e Espanha.

terça-feira, maio 03, 2005

Say (What you wanna)

Clear the mind
Get your eyes wide open
Time to find
What you´ve been expecting

Say the words
Without feeling sorry
Take the chance
Build your road to glory

Say what you wanna say
Do it if you mind
Get on your feet
Reach for your life
Gotta build up something
Gotta build up something
Say what you wanna say
Do it if you mind
Get on your feet
Start up the fight
Gotta build up something
Gonna build up something

Do not fear
Don´t let it pull you back
Sometimes hard
Not all the days are bright

Dicas

Mudar hábitos antes de começar:


Para se poder iniciar no sexo tântrico deverá evitar noitadas ou outros excessos;


É fundamental manter o equilíbrio emocional e psicológico;


Evite tensões musculares e tente relaxar o mais possível;


Faça uma alimentação equilibrada;


Pratique exercícios físicos e respiratórios suaves duas a três vezes por semana;


Durma, no mínimo, oito horas por dia.


Adquira um bom livro sobre o tema e/ou inscreva-se num curso.


Dicas para uma melhor performance

Através da prática do sexo tântrico é possível melhorar a relação com o corpo e obter maior prazer. Algumas das palavras de ordem são carinho, cumplicidade e contemplação pelo outro.

Para um melhor desempenho é fundamental praticar exercícios de ioga. Carícias, olhares, abraços e massagens são essenciais. Recomenda-se, também, o uso de óleos.

Se lhe apetecer gritar enquanto está a fazer amor, GRITE. Os sons são uma fonte de vibrações positivas e constituem um canal através do qual também flui energia.

Torne o ambiente agradável e romântico: luz suave, flores, velas coloridas, incenso, almofadas, ... Para que o local fique perfeito ponha uma música relaxante, por exemplo clássica, jazz ou instrumental.

E não se esqueça que é importantíssimo aceitar o seu corpo tal como ele é. Analise-o, aprenda a gostar de si e valorize-se. Depois deste exercício parta para a relação a dois. Explore o corpo do seu parceiro com muita sensualidade e deixe que ele lhe faça o mesmo.

É mesmo?

O MESTRE ZEN Hakuin era elogiado por seus vizinhos como alguém que vivia uma vida pura.

Uma bela menina japonesa, cujos pais possuíam um armazém, morava perto de sua casa. De repente, sem nenhum aviso, seus pais descobriram que ela estava grávida.

Isto deixou seus pais com raiva. Ela não confessava quem era o homem, mas depois de ser muito atormentada ela finalmente disse que tinha sido Hakuin.

Cheios de raiva, os pais foram até o mestre. "É mesmo?" foi tudo o que ele disse.

Depois que a criança nasceu, ela foi levada para Hakuin. A esta altura, ele tinha perdido sua reputação, o que não o preocupava, mas ele cuidava muito bem da criança. Ele conseguia leite com os vizinhos e tudo o mais que o bebê necessitava.

Passado um ano, a mãe-menina não pôde mais agüentar. Ela contou a verdade a seus pais – que o verdadeiro pai da criança era um jovem que trabalhava no mercado de peixes
A mãe e o pai da menina foram imediatamente a Hakuin para pedir o seu perdão, desculparem-se longamente e obter a criança de volta.

Hakuin consentiu. Ao entregar a criança, tudo o que ele disse foi: "É mesmo?"

Entrevista com "Rammstein"

Richard Kruspe é o guitarrista e um dos membros fundamentais dos Rammstein, o grupo de "crianças que brincam", o "bode expiatório" dos males sociais.

O terceiro álbum dos Rammstein "Mutter", as acusações de simpatia com a extrema direita e a censura, foram alguns dos assuntos que polvilharam a conversa com Richard Kruspe, para quem a sua banda "precisa de críticos, e os críticos precisam dos Rammstein".

Voxpop - Encontra-se um feto na capa do álbum, o disco intitula-se "Mutter" ('mãe' em alemão). Porquê esta ligação toda com o processo de nascimento?

Richard Kruspe - Foi praticamente uma coincidência. Nós tínhamos esta música, "Mutter" (mãe), e a partir daí começámos a criar uma ideia, que também foi influenciada por um livro que nós vimos, feito por dois fotógrafos que viajaram pelo mundo a tirar fotos a corpos preservados de pessoas mortas. Fizemos uma sessão de fotografia que originou esta imagem. O próximo álbum terá o título de "Vater" ('pai' em alemão), por isso decidimos chamar a este álbum de "Mutter".

VP - Com que objectivo recrutaram uma orquestra para "Mutter"?

RK - Todas as bandas que fazem dinheiro, mais tarde ou mais cedo acabam por experimentar trabalhar com uma orquestra. No nosso caso, também isso acabou por acontecer. Por outro lado, o nosso álbum anterior ("Sehnsucht") era bastante electrónico, como tal, queríamos ver como é que a nossa música funcionava junto de uma orquestra. Ficámos satisfeitos com o resultado, sobretudo se compararmos com o que os Metallica fizeram, que eu considero não ter sido muito bem sucedido, ao terem juntado a orquestra com a música deles. Temia que o nosso trabalho com a orquestra não saísse bem, mas se não tivesse corrido, pura e simplesmente não teríamos incluído esta colaboração no CD. Uma das razões por as coisas terem corrido bem foi pelo facto de esta orquestra não tocar sob as ordens de um maestro mas sim sob o ritmo. E esta orquestra já estava habituada a tocar com música não erudita.

VP - Acha que receberam críticas injustas por causa do vídeo da versão dos Depeche Mode "Stripped", que faz referência ao documentário cinematográfico de "Olympia" (sobre as Olimpíadas de Berlim 1936), da realizadora oficial do regime de Adolf Hitler, Leni Riefenstahl?

RK - Eu acho essas críticas injustificadas, mas se fosse hoje voltaríamos a fazer o mesmo. Essas críticas começaram por vir da Inglaterra, de um certo senhor da mesma editora discográfica que a nossa, e que só queria aumentar as vendas do nosso álbum, fazendo sensacionalismo a partir do nosso vídeo. Mas os Rammstein precisam de críticos, e os críticos precisam dos Rammstein.

VP- Há dois temas do vosso primeiro álbum, "Herzeleid", que foram incluídos na banda sonora do filme de David Lynch, "Estrada Perdida". Considera que essa foi a primeira grande ajuda para a vossa internacionalização?

RK - Para nós, foi uma espécie de portão que nos foi aberto para o sucesso internacional.

VP - E foi motivo de regozijo para vós terem feito parte de uma banda sonora que incluía nomes como o Lou Reed e Marilyn Manson?

RK - É sempre um contentamento para nós sermos integrados numa banda sonora com músicos daquele nível, mas pensamos que isso sucede por causa do nosso trabalho e do nosso mérito. Não temos que agradecer todos os dias a alguém por nos ter proporcionado esta excelente oportunidade. Fomos nós com o nosso trabalho que conseguimos.

VP - Têm-se debatido com a censura?

RK - Houve um incidente em particular nos Estados Unidos, onde tivemos uma cena chocante com elementos sexuais o que levou a que dois membros do nosso grupo fossem presos, por terem protagonizado acções condenáveis aos olhos dos norte-americanos. Mas houve um estado onde existe uma determinada seita religiosa, que, por tal, nos obrigou a alterar essa tal cena chocante. Eu penso que os norte-americanos são muito pudicos e fechados em relação à questão sexual, e esse é de facto um problema deles. Eles no fundo querem censurar e criticar o seu próprio espelho, nós sentimos que reflectimos um espelho da sociedade, e se eles quisessem mudar alguma coisa, deviam pegar pela outra ponta.

VP - Já que fala dos Estados Unidos, foi anunciado publicamente que os Rammstein povoavam os gostos musicais dos jovens estudantes que estiveram por detrás do famoso massacre num liceu do estado de Colorado. Isso piorou ainda mais as coisas em termos da censura norte-americana?

RK - Claro que ficámos tocados e tristes pelas famílias das pessoas que foram mortas. Mas não acho que o problema esteja na música que as pessoas ouvem. Aquilo que fazem, fazem-no por si. É um problema na América, quando uma pessoa de catorze anos pode ir à rua e comprar uma arma. O artista é, e foi sempre, o bode expiatório, tal como acontece connosco. Se alguém erra, o culpado é o músico.

VP - Ainda usam fogo nos vossos concertos?

RK - Sim. Para nós o fogo é um meio muito interessante e vivo, tem um elemento visual muito forte, é rápido, e é, sobretudo, imprevisível. Nunca se sabe bem o que vai acontecer. Somos como pequenas crianças que brincam pela primeira vez com isqueiros, só que brincamos no palco.

VP - Vocês são piromaníacos?

RK - Não, somos só crianças que brincam.

Quote

Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão." - Edmund Way Teale

Zen - Filosofia oriental

Qual é o sentido da vida? É resolver o problema da nossa existência. Embora possuamos a natureza de Buda, até agora só tacteamos na obscuridade. Não sermos embaraçados nem pela sociedade nem pelo ego, é - penso - a verdadeira liberdade. Esta liberdade é apreender o não-temor."
Mestre Kodo Sawakir

O zen é a prática do autocontrolo, da disciplina e da simplicidade de viver. A essência da sua mensagem tem um significado universal. Está na raiz do conhecimento de si próprio, para além das diferenças dos sistemas, valores, nações ou raças.

Insatisfeito com a realidade que o cerca e atormentado pelo seu próprio mundo interior, o homem moderno sente--se cada vez mais atraído pelos princípios zen. Esta filosofia abala o cidadão organizado que habita dentro de nós e gosta de se mover no círculo rítmico e rotineiro do quotidiano. Por isso, esta maneira de estar no universo é uma ameaça para os valores aceites pela sociedade e irrita os representantes dos "sistemas" criados para manter o mundo a funcionar sem complicações.

Para a maioria de nós, ocidentais, "ser" ou "estar" zen pode significar apenas colocar-se num estado de quietude, despreocupação ou meditação. Por vezes, esta ideia é associada ao estar bem com a vida. No entanto, o quase indefinível zen é mais do que isso.

O zen pode ser alcançado através de duas práticas: o koan e o zazen. Koans são pequenas frases, aparentemente sem sentido, mas que possuem uma grande profundidade. A verdadeira análise do koan não deve contar com o pensamento lógico - é uma análise meditativa e intuitiva. Alguns koans típicos são: "Qual é o som de uma única mão que bate palmas?" ou "Qual a cara que tinha antes de nascer?" Estas pequenas frases ou palavras devem ser recitadas mentalmente, sílaba a sílaba, com a máxima atenção, porque quando são mantidas na mente por um determinado período de tempo - sem serem misturadas com outros componentes - parecem infiltrar-se em todas as partes do cérebro.

O zazen corresponde ao termo sânscrito dhyana, cuja raiz, dhy, significa perceber, reflectir sobre algo, fixar a mente. É o acto de manter o pensamento unido e a mente concentrada num único objecto mental.

"Para a prática do zazen, a postura ideal é sentar-se sobre uma almofada, com as pernas cruzadas, as costas bem direitas e a respiração calma. A postura das mãos também tem de ser precisa. O espírito, livre de todos os entraves, está concentrado sobre a expiração. A ideia é abandonar o ego, pois este é uma máquina que está sempre a fabricar pensamentos e deve repousar. Abandonando todas as preocupações, o praticante atento ao instante presente faz a aprendizagem da consciência mais profunda", explica o monge zen Yves Crettaz, da Associação Dojo Zen de Lisboa. E acrescenta: "Geralmente, pratica-se zazen no Dojo ['do' significa via, e 'jo', lugar], um local tranquilo onde se medita e que ajuda à concentração. Aos sábados, às 10 horas da manhã, na Associação, há uma sessão especial de explicação sobre a forma de entrar no Dojo, sentar-se e manter a postura ideal. Esta postura requer uma prática regular. O ideal é que seja todos os dias de manhã, mas se a pessoa só o puder fazer duas vezes por semana, não há qualquer problema", observa Yves Crettaz.

A prática zazen traz inúmeros benefícios. "Permite ascender a um melhor domínio de si mesmo, traz naturalmente força, paz, liberdade e transforma a nossa relação com o mundo. Está na origem da expansão do ser humano na sua vocação autêntica", refere Yves Crettaz, que pratica zazen há 15 anos. "A vida torna-se mais simples. A maneira de encarar os problemas é diferente. É uma experiência que estrutura as pessoas", comenta.

A americana Charlotte Joko Beck dedica-se há muitos anos à prática do zazen. Concilia a sabedoria oriental e a prática no Ocidente. Segundo o seu livro Sempre Zen (editora Saraiva), "um dos objectivos desta filosofia é levar uma vida confortável. Aprendendo a conviver com a realidade do aqui-e-agora, deixando de idealizar a vida como algo diferente. É pre-ciso experimentar as sensações: medo, frio, fome, alegria, entusias-mo, dor. O grande segredo consiste em tirar a própria vida do reino dos sonhos, onde se encontra, e transferi-la para a imensa realidade que existe".

"O zen permite o desenvolvimento de sentimentos nobres através da vivência ou experimentação de outros considerados negativos. Experimentar a raiva, por exemplo, pode levar à compaixão. Ao lidar com um sentimento negativo, devemos agir como as pessoas que procuram a perfeição no que fazem. Por exemplo, ao escrever uma carta, devemos relê-la cada vez que acabamos um parágrafo, distanciando-nos da última ideia escrita e apreciando como esta se insere em relação ao todo, à ideia central da carta. Assim devemos proceder em relação à raiva, à inveja, ao ciúme, aos ressentimentos. Necessitamos de nos distanciar deles e vê-los 'de longe', para perceber a sua real dimensão e importância", acrescenta a autora.

A condição normal, segundo o Mestre Deshimaru, é reencontrar um espírito vasto, livre, para lá das categorias. É harmonizar-se com o sistema cósmico, com os outros e tornar-se menos egoísta.

O zen não se baseia em qualquer do-gma ou ideologia. É uma experiência viva que transforma a nossa relação com todo o universo. Atingiu o seu pleno desenvolvimento no Japão, nos séculos XV e XVI. A partir daí, deu uma importante contribuição à cultura nacional, transformando profundamente a estética japonesa. Com o seu estilo simples e subtil, o zen encontrou a sua melhor expressão na pintura a nanquim (técnica sumi-e). Além disso, é notável a sua influência nos jardins e na arte do chá.

A consciência de que ninguém pode viver a nossa vida e de que não podemos vivê--la por alguém é de suma importância para a prática zen. No que concerne a relacionamentos, a prática do zen é também fundamental. Em primeiro lugar, é preciso que tenhamos a consciência exacta do que procuramos - caso contrário, estaremos numa busca ilimitada. No seu livro, Joko Beck refere que "a consciência verdadeira irá mostrar-nos os pontos fracos da pessoa com quem nos relacionamos, e não há qualquer problema no facto de a pessoa não ser a 'imagem da perfeição'. Errado é não a aceitarmos como ela é. Quando estamos com uma pessoa (ao vê-la, tocá-la, ouvi-la), apenas ela é o nosso vivenciar, e isso é correcto".

O ideal é tirar o melhor partido possível dos exemplos práticos do zen. Experi-mentar vivenciá-los e extrair o máximo de sabedoria desta prática, que não é apenas contemplativa, mas requer muita acção em relação a mudanças de comportamento, para nos colocar mais perto daquilo que designamos por verdade.

Associação Dojo Zen de Lisboa
Rua Morais Soares, 25-B, s/c esq., Lisboa
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Espelho sem manchas
O termo zen deriva do chinês ch'na, uma alteração da palavra dhyana, de origem sânscrita, que pode ser traduzida por meditação.

O mestre japonês Daisetz Teitaro Suzuki trouxe o budismo zen para o Ocidente, no século passado.

No seu livro Introdução ao Budismo Zen (editora Pensamento), afirma que esta filosofia "compara a mente a um espelho isento de manchas. Ser simples, portanto, de acordo com o zen, significa manter este espelho sempre brilhante e limpo, pronto para reflectir pura e simplesmente o que dele se acercar".