Mas acho que (e este acho é um pouco modesto da minha parte) falo muito sobre mim aqui. Não me apetece hoje ser egoísta. Não mesmo.
Já ajudei uns putos com o seu, ilegal, pombal, por isso me sinto um pouco mais aberto ao mundo.
Não confundir com aberto a outras coisas, pois isso só para o Super.
Por acaso fez-me uma certa impressão a actual polémica dos crucifixos. Isso e o artigo do Ricardo Araújo Pereira na Visão. Revista que não adquiro, por motivos de divergência com o seu editor. Porque raio há polémica?
Somos, é certo, um país pluri-religioso, mas de tendências marcadamente católicas, históricas (muito embora essa história do gajo pregado na cruz venha do Salazarismo). Não acho mal nenhum, aliás acho, como o próprio RAP disse, que seria um incentivo para os laicos, manter os ditos na escola. Ninguém gosta do que se passa na escola. Toda a gente detesta. Mas tem que se aguentar, um pouco de preparação para a vida futura. As matérias chatas, os colegas chatos, os engates na classe etc etc. Tudo isso é base de formação. Até o pregado.
Pois assim eu sei que ele existe, e posso ou não gostar.
No meu caso, não gosto, quer pela instituição que representa (não confundir com a crença, com essa não tenho problemas) quer pela imprecisão histórica em maior parte deles, ou seja, o sítio onde os discipulos de Pilatus o pregaram.
Mas não consigo ver como daí se poderá extrair uma polémica.
Como diz Sarsfield Cabral, daqui a pouco estamos a limpar muitos dos nossos monumentos dos símbolos maçónicos que apresentam, pois nem todas as pessoas dão a sua concordância ao movimento (eu nem dou nem deixo de dar, não percebo como pedreiros puderam atingir altos cargos dirigentes, mas lá está, se calhar eles são é comunistas).
Deixem lá estar o bacano! O gajo já sofreu o suficiente na curta vida que teve (ou pelo menos é o que nos diz a história), para andar agora a ser motivo de, mais uma, polémica em torno disso.
Aliás, o único a quem lhe doi, é mesmo ele.
Segundo Nietszche, o único cristão que alguma vez existiu.
Também queres que ao lado do dito esteja a fotografia de um político qualquer, não?
ResponderEliminarÉ claro que não faz sentido a existência de crucufixos na escola, tal como não fará sentido a existência de um templo a Buda... são tradiçõe marcadamente católicas ou antes representativas de um estado novo que ainda resiste? Não se podem comparar a existência de crucifixos nas salas de aula aos monumentos, as escolas existem com o fim de educar e moldar as nossa crianças e jovens, e não para enviar mensagens subliminares...existem para informar e não formar bons católicos... Talvez também fosse giro manter a tradição dos uniformes da Mocidade Portuguesa, e cantar o hino de mão direita levantada à altura dos ombros???
Olha que coisa bonita! Cantar o hino com os uniformes da Mocidade Portuguesa .... esta imagem fazme lembrar a minha ex-directora, que pertenceu à Mocidade
ResponderEliminarEu como agnóstico que sou, estudei numa sala de aula com o cristo lá espetado. Ninguém me obrigou a seguir determinada religião. E não será um monumento uma fundamental peça de educação, tão importante como uma aula de história? Não serão os exemplos do nosso passado instrumentos, também, de educação e molde das nossas crianças e jovens?
ResponderEliminarMas tudo isto para dizer o seguinte.
Gastam-se rios de tinta e tempo num assunto que a mim nunca me incomodou nem irá incomodar. Que esteja lá ou não, para mim é irrelevante.
Mas infelizmente, quer queiras quer não, ainda vivemos num país muito próximo do Fado Futebol e Fátima, não é por tirares os crucifixos que irás alterar mentalidades de pessoas contemporâneas do regime salazarista. Não é o símbolo na escola que irá enviar uma mensagem subliminar, é sim a educação que directamente é dada pelos pais, sem deixar às crinaças margem de manobra para escolherem a fé credo ou o que bem entenderem.
Digo eu.
Mas eu também não sou o Cavaco....
A escola que se pretende actualmente é laica e abragente a todos os credos.
ResponderEliminarNão são só os crucifixos que devem ser retirados, mas, sobretudo, os temas católicos da programação escolar que exclui e não respeita as crianças de outros credos das actividades escolares. O Natal ou a Páscoa por exemplo servem sempre de mote a actividades escolares nas quais muitas crianças não participam por esse Portugal fora.
Ora aí está uma grande verdade, Blue. E são esses direitos que estão constantemente a ser violados. Somos laicos, mas só às vezes, quando dá jeito...
ResponderEliminarÉ óbvio que os símbolos na escola não modificam as crianças, mas podem criar conflitos naquelas que têm crenças diferentes, desde logo o facto de pertencerem a minorias sem dignidade para expôr os seus próprios dímbolos religiosos. Por acaso recordo-me de um Telejornal, transmitido em directo da primeira escola virtual, equipada com as últimas novidades tecnológicas, e ali, ao lado da tela de projecção, lá estava o Sr. Jesus, crucificado. Incongruências...