Crucifies my enemies....

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Boas.

Mais uma semana que acaba, uma semana sem a minha querida menina que ficou a necessitar de um valente arranjo após uma queda.
Não quero pagar o IVA, mas tenho, mas mesmo assim não consigo, pois as hipóteses de pagamento por multibanco não funcionam, e porque não tenho 3 horas para dispender numa fila das finanças.
Está a chegar o Carnaval, essa época que boas e más recordações me trás. Parece que segunda-feira de carnaval, para mim, tem do melhor e do pior. Este ano, esse dia, será destinado à peritagem da minha mota, a ver se a companhia paga.
Esperemos que sim.
Tenho uma reunião com o Mega-Boss daqui a pouco, reunião essa que exige fato e gravata, indumentária que eu perfeitamente abomino.
Para além de tudo isso, sinto-me aborrecido.
Portanto, não está a ser um bom dia.
De longe!

Outra coisa, vi recentemente uma "chain-letter" acerca do Talmud Hebraico, para quem não sabe, é um registo imemorial de frases, textos, expressões utilizadas por variados Rabinos através dos tempos.
O texto é o seguinte:
"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual....debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada".

Muito engraçado para quem quer dar a "tanga" a uma gaja, utilizando tão bonito texto, fazendo ver o valor das mulheres, que manifestamente têm. Na minha opinião, fê-lo com o texto errado. Tirado do contexto, é a beleza que se nota, inserido na cultura hebraica, o caso muda de figura.
Por exemplo, a Torá, a bíblia hebraica, que , tal como o Corão, serve para basicamente tudo, desde código civil a código penal, tem no seu interior a seguinte expressão, "Obrigado Deus por não nos teres feito mulheres", oração esta que deve ser repetida diariamente.
Não tão bonito, pois não?
Mas melhor, isto aparece num livro genérico, podendo hipotéticamente ser lido por mulheres.
Mas não, errado, ora vejam:
"(...)mas os sábios dizem que a mulher não deve ler da Torá por causa da dignidade da congregação(...)"
Portanto a todos os que passam aquela mensagem, e às mulheres que se comovem ao recebê-la, pensem outra vez, se calhar um simples "Gosto de ti porra!" ficaria bem mais erudito ao invés de utilizar coisas fora do contexto, que não dignificam em nada o destinatário.

É pelo menos a minha opinião, e essa, vale o que vale.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Até que enfim um tempinho para escrever.
Tava complicado!
Aconselho vivamente o Minho nesta altura, está visualmente fantástico! A comida, o vinho, as paisagens, o vinho, os monumentos, o vinho, as pessoas, o vinho.
Ah, e o vinho também é bom!
Maravilha, e ainda para mais à distância que agora se encontra.
E pensar que já demorei 12 horas a lá chegar...
Modernices!

Recebi a triste notícia que irei gastar mais dinheiro na minha menina.
Mas isso não me chateia, o que enfurece mesmo é a Manela sempre a sacar.
Mais IVA ao estado, quando eles, CHULOS, retêm contribuições de empregados do próprio aparelho estatal.
Se dava pouca vontade de pagar, agora é que não dá mesmo nenhuma!

Mas é assim. Quem se lixa é sempre o mexilhão.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

I'm gonna fight 'em off
A seven nation army couldn't hold me back
They're gonna rip it off
Taking their time right behind my back
And I'm talkin' to myself at night
Because I can't forget
Back and forth through my mind
Behind a cigarette

And the message comin' from my eyes says leave it alone...

Don't wanna hear about it
Every single one's got a story to tell
Everyone knows about it
From the Queen of England to the hounds of hell
And if I catch it comin' back my way
I'm gonna serve it to you
And that ain't what you want to hear
But that's what I'll do

And the feeling coming from my bones says find a home...

I'm going to Wichita
Far from this opera forevermore
I'm gonna work the straw
Make the sweat drip out of every pore
And I'm bleeding, and I'm bleeding, and I'm bleeding
Right before the lord
All the words are gonna bleed from me
And I will think no more

And the stains comin' from my blood tell me "Go back home"...

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Obrigado Mestre pela disponibilização do link dos Pinguins!
Não querendo entrar em competição, 327,48 é o máximo que consegui.
Mas também a minha flexibilidade laboral permite-me treinar, e treinar, e treinar......
A concentração teve sucesso, menos sucesso teve a concentração posterior, mas enfim, circunstâncias da vida.
E postas estas, até correu tudo, pelo menos, suavemente.
Claro está.

E agora para coisas mais interessantes, gostei do período de luto por Fehér feito pelo Boavista e pelo Vitória de Guimarães.
Viva o Fair Play!
E tudo à batatada.

É o futebol português, e um bonito cartão de visita para o Euro....
Sometimes it's so hard to show the way you feel
Sometimes it seems like the words aren't real
Sometimes it makes no difference what you're trying to say
When all the words come out wrong anyway

I've said too many words to catch them all in time
I've used the hurting words that took away your shine

Sometimes you can't keep from falling in
Obscuring waters, against the stream we swim
Sometimes I feel like drowning just to make you say
All of the words you never want to say to me now

I've said too many words to catch them all in time
I've used the hurting words that took away your shine
I've said too many words to make you, make you understand and see
There's far too many things that you and I can't say

Sometimes it's so hard to show the way you feel
Sometimes you know the words you say aren't real
Sometimes I hate myself for hating things in you
And there's no words to heal, heal all my wounds now


sexta-feira, janeiro 30, 2004

Chegou o dia!!!!!
Hoje á concentração no bunker do Ramiro para um concertado ataque a todo o tipo de marisco!!!!!
E até o tempo tá a dar uma ajuda, pois parece que não irá chover.
Pelo menos onde estou.....

Pois que tive doente, pois que sim, a constipação mais estranha que alguma vez ouvi falar. É que não foi constipação nem gripe, nem sinusite nem dores de garganta, foi um misto.
Ou seja, resumindo e baralhando, vou ter de fazer uma carrada de exames para saber realmente o que isto é, nomeadamente a nível respiratório. Não o tabaco não ajuda em nada este problema....

Ao ver um site de um amigo meu, grande amigo por assim dizer vi que tinha publicidade à borla para aqui.
Bom.
Mau para ele, ao que se sujeitam os amigos, fazer publicidade a isto.
Mas pronto agradeço e amanhã lá tenho eu de lhe dar os parabéns pois o caramelo faz anos.
Uns 15 praí.

Vou voltar à labuta.....

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Mais uma vida ceifada em tão tenra idade.
Os porquês ficam para depois.
Agora só há que lamentar a morte de um ser humano, primeiro que tudo, e de um defensor das cores do meu clube, o Benfica.
O resultado esse é indiferente, admirei-me com a atitude de muitos adeptos do Vitória, pela positiva, da prontidão com que a equipa médica ajudou a equipa médica do Benfica na tentativa de reanimação.
Não são cores que estão em jogo, são pessoas.
Lamentavelmente todos os esforços foram em vão, e Fehér deixou-nos.
Os meus maiores sentimentos para a família e para a família benfiquista.
24 anos, é injusto morrer tão novo com tanto para dar.


20-07-79/25-01-04.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Como é óbvio estava a falar do dinheiro.....
ha!ha! Pensavam que era algo deprimente????
E É!!!!!!
Tou um forreta do caraças.
Com os outros.
Tou naquela fase que me arrependo de gastar dinheiro, passa daí a 10 minutos, mas são bastante dolorosos....
Mas adiante.

Para a semana tenho um confronto, irá haver um ataque de marisco, terrível em combate corpo-a-corpo, por isso eu eu mais alguns ex-colegas juntar-nos-emos no bunker do Ramiro, bem no vertice do comando do nosso Almirante Reis, para desenharmos a estratégia, se primeiro a ameijoa, se logo à sapateira, se antes umas gambas. Tarefas árduas, eu sei, mas tem de haver alguém competente para tomar essas decisões!
Esse é outro dos propósitos do nosso encontro.
Descobrir tal pessoa, pois os que estarão presentes, apartir da 5 imperial, de competência terão muito pouca.
Vida dura!
Mas dura pouco....
Achei por bem compartilhar esta música, uma vez que hoje já gastei mais do que devia....
Mas tenho um Puff Cama, uma Sapateira (não é marisco por isso não me peçam já as birras!), lindos!

I'm like a soldier with no cause to fight.
Playing with fire to test you just right.
I watch your features, I check for a sign.
I'm some kind of failure then I feel something

CHORUS
Now I know I have to live without you,
I can only bend so far.
Guess it's time to make some moves without you
Now you've gone and trashed my heart.

Sorry didn't know I'd look good, I feel.
Starting to vision to take on defeat.

CHORUS

Yes I hear you don't feel this anymore,
I see there's nothing to believe in anymore,
Just two features on heat, still avoiding defeat,
Because it felt so hard.

Yeeeaaaah,
Ooooohhh.

CHORUS

Now I know I have to live without you,
I can only bend so far.
Guess it's time to make some moves despite you,
Now you've gone and trashed my heart.

My heart, my heart, my heart.
Oooooh oooooh oooooh yeah.

Now you've gone and trashed my heart.

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Ah, outra coisa, temos 450 mil desempregados neste país.

Mas vejam isto:

"Para este ano, o Governo aprovou uma quota máxima de 6500 novos imigrantes. Valor a que chegou através da elaboração de um relatório das necessidades da mão-de-obra de Portugal para 2004, feito com base num inquérito a 20 mil empresas portuguesas e num estudo universitário.

Por sector de actividade, o Governo prevê que as necessidades de mão-de-obra imigrante seja de 2100 pessoas na agricultura, 2000 na hotelaria, alojamento e restauração, 1900 na construção civil e cerca de 500 em outras áreas. Trata-se, porém, de um valor ainda provisório e sujeito à audição de diferentes entidades."

Pelas minhas contas, e caso todos os desempregados quisessem trabalhar, teriamos "só" 443500 desempregados.
Não é bom, mas é melhor que mais.


Uma boa semana para todos vós.
Espero que a minha também seja boa.
Estou com uma voz quase imperceptivel, vem no seguimento da questão do ar condicionado.
Um gajo sai daqui com um temperatura de 20 e tal graus, vai para a rua enfrentar o vento até casa com temperaturas reais quase 15º abaixo.
É bom.
Para quem quer uma gripe contínua, penumonia, ou até tuberculose.
Eu não quero.
Querem ver que vou ter de comprar carro?
Pensando bem, uma tuberculosezinha até nem faz mal a ninguém, há remédios penso eu....

Outra coisa, o Governo anunciou que irá abrir uma época extraordinária para a regularização da situação de imigrantes.
Nada de extraordinário.
O que realmente é fantástico, é que poderão também aqueles que já descontam para a Segurança Social regularizar a sua situação.
AQUELES QUE DESCONTAM PARA A SEGURANÇA SOCIAL??????
E ESTÃO ILEGAIS???
Onde está a lógica disso, sacam-lhes o dinheiro para o SNS, serviço nacional de saúde, mas, logicamente, não podem usufruir dele, pois estão em situação irregular.
Eu só espero é que não falemos de um número muito elevado de imigrantes nessa situação, pois aí começo eu a refilar acerca das precárias condições em que se encontram os nossos hospitais, as constantes queixas de falta de verba, etc etc.
Não me lixem, se os gajos contribuem, mas não usufruem, esse dinheiro tem de ir parar a algum lado não é?
Enfim, confirmem na sic online.

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Concorrência

Não vejo como, pois estes estão um espectáculo.

sitedemerda
agoravoudizertudo
omerdas

Chain Letters

Não é meu, não é de ninguém que eu conheça, mas é engraçado, real, bem escrito e pronto, está aqui.Olá,

Eu sofro de uma rara e mortal doença, insucesso escolar, virgindade medo de ser raptado e executado por electrocussão anal culpado de reenviar 50 milhões de "chain letters" que me foram enviadas por que realmente acreditam que se o fizermos, menina timorense de 6 anos, com uma perna de cavalo a crescer-lhe na testa capaz de reunir dinheiro suficiente para a operação para que os pais não a vendam a um circo de aberrações.

Vocês realmente acreditam que a Nokia vai dar um telemóvel topo de gama a vocês e a toda a gente a quem reenviarem o email "deles"? Vocês são estúpidos ou fingem muito bem? Ou então se eu fizer "scroll down" desta página e pedir um desejo vou para a cama com todas as Playboy! Que monte de tretas.

Basicamente esta mensagem tem o objectivo de ser um grande "Vai te lixar" para todas as pessoas que não têm nada melhor fazer do que estas estúpidas "chain letters".

Talvez a maldição da "chain letter" da múmia do faraó virá a minha casa e me sodomize durante o sono por quebrar a corrente que tinha sido iniciada pelo próprio Jesus no ano 5 A.C., e foi trazida para o nosso país por peregrinos anões durante o Renascimento e que se chegar ao ano 2001 constará no Livro de Recordes do Guinness para o mais longo continuo de estupidez.

Que se Danem.

Se vocês querem reenviar alguma coisa, ao menos mandem-me alguma coisa medianamente engraçada. Já vi todas aquelas enviem "isto aos seus 50 amigos mais chegados, e este pobre, desculpa esfarrapada humano vai alguma forma receber um centavo de um ser omnisciente" Reenviem isto vezes. Estou-me nas tintas. Mostrem alguma inteligência pensem estão a contribuir com estes forwards. A maior a vossa impopularidade e aumento da probabilidade de despedidos por o servidor da vossa empresa.

4 GRANDES TIPOS DE "CHAIN LETTERS:

CHAIN LETTER - Tipo 1:

(scroll down)
Pede um desejo!!!
A sério, pede um desejo!!!
Oh pelo amor de Deus, elas nunca irão sair contigo!!
Pede outra coisa!!!
Isso não, seu pervertido!!
Já tens o dedo cansado?
PÁRA!!!!
Não teve graça? :)
Espero que tenhas pedido um grande desejo :)
Agora, para vos fazer sentir culpados, isto é o que eu vou fazer.
Primeiro, se não enviarem isto para 5096 pessoas próximos 5 segundos, serão violados por uma cabra enraivecida e atirados alto de um para um monte de esterco. É verdade! porque ESTA carta não é como outras ESTA é VERDADEIRA!!

CHAIN LETTER - Tipo 2:

Olá e obrigado por lerem esta carta. Pois é existe um Baklaliviatatlaglooshen sem braços, sem pernas, sem pais e sem rebanho cabras. Este pequeno rapaz poderá ser salvo porque por cada mail que reenviarem será entregue 500 paus para o Fundo de Baklaliviatatlaglooshen para os Rapazinhos Sem Braços, Sem Pernas, Sem Pais e Sem Rebanhos Cabras.

E lembrem-se, nós não temos nenhuma forma de contar os mails que vocês reenviam e isto é uma grande balela. Por isso andem lá reenviem isto para 5 pessoas nos próximos 47 segundos. E é verdade, se o enviarem para 4 ou 6 pessoas por engano morrerão instantaneamente.
Obrigado.

CHAIN LETTER - Tipo 3

Olá! Esta "chain letter" teve a sua origem em 1867. Isto é absolutamente incrível pois nesse tempo ainda não existiam emails e provavelmente também não existiam tanto idiotas para mandarem estas merdas. Isto funciona assim: Reenviem isto para 15,077 pessoas nos próximos 7 minutos ou alguma coisa de horrível vos irá acontecer como nas seguintes histórias:

História Bizarra #1
Miranda Pinsley estava a caminho de casa no Sábado.
Ela tinha recentemente recebido esta carta e ignorou-a. De repente tropeçou numa pedra do passeio, caiu no bueiro, foi sugada pelo esgoto e atirada de uma queda de água de 15,000 metros. Não só ficou a cheirar mal como também morreu.
ISTO PODE ACONTECER-LHE.

História Bizarra #2
António Silva, um rapaz de 25 anos, recebeu esta carta no seu mail e ignorou-a. Mais tarde, no mesmo dia, foi atropelado por um combóio junto à estação da Trindade. Morreu e foi para o inferno onde foi condenado a comer gatos siameses para toda a eternidade.
ISTO PODE ACONTECER-LHE.

Lembre-se, você pode acabar como o António e a Miranda.
Mande este mail a todos os seus amigos idiotas e tudo correrá bem.

CHAIN LETTER - Tipo 4

Como se isso lhe interessasse, aqui vai um poema que eu escrevi.
Mande-o a todos os seus amigos.
Amigos
Um amigo é alguém que estará sempre do teu lado.
Um amigo é alguém que gosta de ti mesmo que tresandes a bosta, e o teu hálito cheire a comida para gato.
Um amigo é alguém que gosta de ti mesmo que sejas feio.
Um amigo é alguém que fica ao teu lado toda a noite enquanto choras porque a tua mulher te anda a enganar e tu não sabes com quem... quando na verdade é com esse gajo que está a teu lado.
Um amigo é alguém que te envia porcarias como esta porque o seu maior desejo é enriquecer às custas destas cartas.
Agora reenvia isto ou então nunca mais terás sexo outra vez.
Qual é a ideia deste mail?
Se receberem alguma carta que vos ameace de ficarem sem sexo ou sorte o resto das vossas vidas apaguem-nas.
Se for engraçada reenviem-na. Não chateiem as pessoas fazendo-as sentir-se culpadas sobre um leproso no Botswana sem dentes, que foi amarrado a um elefante morto há 27 anos atrás, cuja única salvação será os 5 centavos por cada vez que reenviarem esta "chain letter".



Vai de encontro ao que eu tinha em mente

Há coisas que irritam, umas que irritam muito, outras que irritam pouco.
O dizer, por exemplo, que está frio numa sala de 15m2 na qual foi instalado um ar condicionado que está sempre a laborar a 22º, irrita um pouco.
Agora dizer, "vai de encontro ao que eu tinha em mente", irrita muito.
Passo a explicar.
Passei.
Ora então é assim, somos abordados por uma pessoa com uma questão, qualquer uma, por exemplo, um pedido de esclarecimento pois não se percebe de um determinado assunto.
Faz-se o possível, se possível, para fornecer o dito esclarecimento.
No final de tal ajuda, ouvimos a famosa, "Pois exacto, era mesmo isso que eu estava a pensar, a tua ideia vai de encontro ao que eu tinha em mente".
Então porque raio perguntou?

terça-feira, janeiro 13, 2004

Linha Internacional de Mudança de Data

Ontem tive uma discussão bastante complicada com um amigo meu. Versava sobre a Linha Internacional de Mudança de Data.
Ok, pode parecer uma estupidez, e é, mas detesto quando tento explicar uma coisa da qual tenho a certeza, tenho poucas mas esta tinha razão, a pessoas que nem sequer dão argumentos para contrapor o que eu digo.
O assunto é simples. Existe uma linha imaginária no globo terrestre, mas propriamente a 180º do Meridiano de Greenwich, que atravessa o planeta desde o Ártico, atravessando o estreito de bering, passando pelas ilhas Kiribati, até à Antartida. Este linha é denominada a linha internacional de mudança de data.
A discussão deu-se porque eu afirmei que quem atravessa a linha de este para oeste perde um dia, e quem atravessa de oeste para este ganha um dia.
A outra parte afirmava que era uma só hora.
Esqueceu-se, obviamente que a terra gira (e bonita) sobre o seu eixo de oeste para este, o denominado movimento de rotação.

Para provar a minha ideia, socorri-me de alguns textos na Net, entre, o mais explícito deles todos, é o seguinte:

Linha Internacional da Data - O meridiano de 180º é chamado Linha Internacional da Data. É, por convenção internacional, o meridiano que determina a mudança de data. Seja qual for a data a oeste da Linha, a leste está no dia anterior. Como Terra gira de oeste para este, quando é meio-dia de uma segunda feira a leste da linha, é meio-dia de terça-feira a oeste.

Como poderão constatar 24h de diferença e não 1h.
Mas compreendo a confusão, nada mais é que um exemplo exponencial do que se passa, por exemplo, com os nossos vizinhos espanhóis. Se passarmos a fronteira, perdemos uma hora, se viermos de espanha para Portugal, ganhamos uma hora.
Agora aplique-se este sistema à escala planetária e é de mais fácil compreensão.

sexta-feira, janeiro 09, 2004

Mais outro texto, desta vez com carácter pedagógico. Um aviso para todos os automobilistas.

Não costumo acreditar neste tipo de avisos e muito menos costumo
reencaminhá-los, mas achei que era importante alertar-te, até pela
credibilidade da pessoa de quem recebi e do texto.

Tem muito cuidado ao parar nos semáforos onde ficam aqueles malabaristas com
fogo. Enquanto o condutor está a assistir ao show, outro malabarista vem por
trás e atira um cocktail molotov para dentro do carro! O condutor, assustado
e com o carro em chamas, sai a correr desesperado. Nesse momento, surge um
terceiro malabarista, que vem pela direita e atira um chimpanzé domesticado
para dentro do carro, vestindo um fato com isolante térmico. Este chimpanzé,
treinado na cidade do Cairo (Egito) e alimentado com damascos gigantes da
Nova Guiné, rouba o auto-rádio e tudo o que houver dentro do automóvel.
Enquanto isso, dois falcões peruanos de caça fazem voos rasantes sobre a
cabeça do condutor, distraindo a sua atenção para o que está a acontecer
dentro do carro! Quando o chimpanzé abandona o carro, eles fogem numa
trotinete motorizada verde musgo, fazendo uma pirâmide humana rumo a outro
semáforo.......

O marido da prima da vizinha da cunhada da tia de um amigo meu, passou por
isso, então resolvi dar o alerta.

Quando as asneiras surgem são sempre em catadupa (eu avisei que ia no C).
Falei em Bragança, e eis que surge um texto na Net onde a palavra é referida.
Não tem muito a ver uma coisa com outra, mas pronto, apeteceu-me fazer uma introdução a este texto e estava sem inspiração.

Querido Pai Natal,


Chamo-me André e tenho 6 anos.
Neste Natal eu queria um presente muito especial. Eu queria que em todo o mundo houvesse Paz e Amor, mas sei bem que isso é impossível de realizar ... pelo menos aqui no meu prédio.
Sempre que a vizinha do 5.º Dto. faz amor, não há paz na vizinhança.
Principalmente quando o marido sai em viagem de negócios. Nesses dias, se calhar a televisão dela fica avariada, porque está sempre a passar aquele anúncio do shampoo Herbal Essences. "Ò ... sim, sim ... siiiim".
Bem! Como a Paz e o Amor estão riscados da lista, vou ter que optar pelos bens materiais, coisa que eu não queria nada ...
Para começar, eu queria que este ano a minha prenda de Natal fosse um brinquedo muito divertido que vi na televisão. Não, não é nenhuma daquelas mariquices dos Action Man, Homem Aranha ou tartarugas Ninja. O que eu queria mesmo era uma coisa que vi ontem no Telejornal!
Pai Natal, eu queria muito que me trouxesses um brinquedo que se chama RPG 7, que é um lança-granadas igualzinho aqueles que os terroristas usam para rebentar com os americanos no Iraque.
Mas preciso muito que me entregues o brinquedo já este fim-de-semana para eu fazer uma surpresa aos meus coleguinhas lá da escola. Eles vão estar todos numa festa de Natal, em casa Henrique, que é filho de um grande empresário têxtil, que não paga salários há 3 meses, contrata capangas para dar porrada nos
sindicalistas e tem uma amante no prédio onde mora a minha avó.
Todos os coleguinhas da minha sala foram convidados para a festa menos eu, porque o Henrique diz que o meu pai é teso e as minhas roupas parece que foram compradas na Feira de Carcavelos, em segunda mão, aos ciganos.
Eu sei que desfazer os coleguinhas da 1.ª classe com tiros de bazuca não é uma coisa muito bonita. Mas no ano passado fartei-me de fazer boas acções e a prenda que me trouxeste foi a porcaria de um carro telecomandado comprado aos marroquinos, que se avariou logo no primeiro dia.
Bem, pelo menos sempre deu para aproveitar as pilhas para o vibrador da minha mãe!
E por falar na minha mãe, neste Natal queria que ela tivesse uma prenda muito bonita ... pelo que percebi, ela precisa muito de uma padaria mesmo aqui à porta do prédio, porque há mais de um mês que não vê o padeiro .. pelo menos foi isso que ela contou no outro dia, quando estava ao telemóvel com um
amiguinho que se chama Robertão.
Realmente, a minha mãezinha deve ter muita fome, porque depois começou a dizer ao amiguinho que lhe vai morder o cacete e, a seguir, vai pô-lo a aquecer na fornalha dela até ele ficar grande ... o que acho esquisito, porque eu aprendi na escola que, sem fermento o cacete não cresce!
Quanto ao meu pai, a prenda dele é uma daquelas máquinas que vendem tabaco nos cafés ... é para ter cá em casa porque sempre que o meu pai sai à noite para comprar tabaco só volta no dia seguinte.
Quando chega a casa diz que correu os cafés todos da zona e só conseguiu encontrar a marca de cigarros que ele fuma em Bragança, na boite A Bruxa.
É engraçado! A minha mãe diz que ele vai a Bragança à procura da brasileira, mas que eu saiba isso não é uma marca de cigarros ... é uma marca de café!
Depois a minha mãe começa a falar em marcas de baton na camisa e aí é que eu fico sem perceber nada!
Olha, mas se não arranjares a máquina, tenta ao menos passar pelo Ribatejo e trazer um par de cornos. Pelo menos a minha mãe está sempre a dizer que era disso que ele precisava.
Para o meu irmão queria uma coisa mais simples. Basta trazeres umas roupinhas modernas, dessas que os adolescentes usam. Pelo que percebi, ele não deve gostar nada das roupas que os meus pais lhe compram, porque todas as noites, quando sai com os amigos, leva os vestidos da minha mãe.
Diz o meu tio Zé que até dá pena ver o meu mano ali na zona do Parque Eduardo VII, com as perninhas ao frio e com aquelas botas altas tão desconfortáveis. Deve-lhe doer muito os pés porque leva a noite inteira
a pedir boleia aos carros que passam ...
E pronto, acho que já está tudo! Agora vê lá, não te esqueças de nada, se não sou bem capaz de fazer um telefonema anónimo a uma certa jornalista do Expresso a contar um episódio engraçado que me aconteceu no ano passado, quando te fui visitar ali a um Shopping, na Saldanha.
Ela vai gostar muito de saber que, quando eu estava no teu colo, aproveitaste para me apalpar o rabo e convidares-me para brincar aos trenós e aos comboinhos na tua casa, em Elvas!
É claro que ambos sabemos que isso não foi verdade! O que aconteceu realmente foi que te apanhei a fumar droga e a veres revistas pornográficas na casa de banho, mas sabes como é a memória das crianças
... vemos muitos desenhos animados e, por isso, estamos sempre a confundir as coisas. E convenhamos que o nome "Bibi da Lapónia" te assenta como uma luva.
Por isso, ou me trazes as prendas todas que te pedi ou é bom que comeces a procurar um bom advogado. E não te esqueças de comprar muitas embalagens de gel de banho. É que ali na prisão de Custóias dizem que é perigoso tomar duche com sabonete ... quando ele cai ao chão se te baixares para o apanhar corres o risco de ... ui ...

Pelo menos é garantido que vais ter um Bom Natal e um Feliz Ânus Novo!

Beijinhos Andrézinho

Yellow!

Tão embrenhado no meu mundo, não reparei que existem mais pessoas com as suas inscrições na rede.
Neste universo do blog existem, realmente, inúmeras pessoas, nunca pensei é que a minha freguesia estivesse representada em peso. Ainda bem que assim o é.
Uns mais elaborados, outros menos, mas como não me compete a mim fazer publicidade, you know who you are.
Mas gostei, fiquei a saber que existia, inclusivé uma crítica ao meu blog num deles.
Critica essa construtiva, portanto, não visada em anteriores intervenções minhas.
E construtiva porque o gajo tinha razão.
Mai nada.
Mantendo-se o anteriormente dito acerca de todos os outros.
Mas isso já tá para trás, e o caminho é para a frente.
E por falar nisso tropecei numa notícia divulgada pela TSF:
Para quem não tem paciência para seguir o link, é o seguinte, irregularidades numa câmara.
Mas isto é notícia?
Alguém liga?
Se os top bosses deste país fazem isso todos os dias, porque não o há-de fazer um mísero presidente de câmara, bastantes furos abaixo na hierarquia?
Aliás estas pessoas deveriam era ser elogiadas por tais actos, não é à toa que nos dizem desde pequeninos, segue o exemplo de quem sabe!
E neste caso o exemplo é proveitoso! Se não o seguissem, e fossem honestos, lá se ia a casa com piscina!(Para que é que um gajo quer uma casa com piscina em Bragança, é que eu não sei, mas dizem que lá no verão também faz calor, mas também, e rectificando, nos últimos tempos, só tem frio em Bragança quem quiser, pois o calor exótico está em cada esquina!)
Mas esperem, se faz frio e calor, será que é Marte?
Nope, tem água. E brasileiras, e cenas verdes a que alguns chamam árvores, e postas mirandesas, e alheiras, e uma concentração de motas, a terceira do país, o que é motivo de orgulho para alguém, de certeza.

Bem vou-me embora que já se faz tarde.
Amanhã, se me apetecer, há mais.
Se não me apetecer, sempre tranquilizo alguém.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Meus amigos.
Algo interessante para variar.
Falemos da sonda Spirit!

Poder-se-á ver fotos desta incrível conquista da tecnologia aqui:
http://marsrovers.jpl.nasa.gov/gallery/press/spirit/20040106a/PIA04995_br2.jpg
Algo que provocou grande excitação entre os cientistas, ver um solo vermelho com rochas negras é sempre excitante.....

Mas o assunto que me leva a escrever-vos sobre isto é distinto.
Tudo isso é uma farsa!!!!
E infelizmente, Portugal, é parte interessada e concomitante (bonito, vou no C do dicionário...).
Reparem bem, os States nem sabiam onde era Portugal, aparte de ser um grupo de ilhas no atlântico ou um país da América do Sul, como poderiam esses gajos chegar a Marte?
Resposta: Não chegaram.
Após conversações com os aliados britânicos, descobriram o sítio perfeito para elaborar este esquema.
De acordo com imagens de telescópios, Marte é, de facto, um planeta vermelho.
Ponto um, o que levaria os states a deslocar-se a algo vermelho sem levar armas ou outro tipo de engenhos destructivos?
Fica no ar a questão.
Ponto dois, sabe-se que é quente e frio em extremos, e não tem água, portanto não interessa a ninguém.
Ouvindo isto, os aliados decidiram recorrer aos préstimos de outro aliado, nós. Que nos vendemos por pouco (lembram-se do vinho do porto por texteis?).
E sim meus amigos, que melhor sítio para simular Marte que, tcharam!, o ALENTEJO!
Reparem é quente e frio, sem água.
Ok, falta o solo vermelho.
MAS TAMBÉM HÁ!
A MINA DE SÃO DOMINGOS!
Ok pode ter àgua na tapada, mas como também não tem solo vermelho, elimina-se.
Na zona da Mina, a que há está em estado impróprio para consumo, Marte também tem gelo, impróprio para consumo, a não ser que se acredite muito no Total Recall.
E para fundamentar esta teoria, vejam este link!
http://www.terravista.pt/nazare/2189/cais.html
Foquem o solo e eliminem da imagem o cais de descarga.

Meus amigos, eis Marte no seu explendor!!!!!!

Fiquem bem.
E como sou, teria de me esquecer de algo.
Amanhã é um dia muito importante na vida de alguém, poderá significar uma viragem muito importante na vida.
Para esse alguém eu desejo a maior sorte do mundo, a maior calma, a maior felicidade.
Que tudo corra bem para que possa ser/ter tudo o que sempre desejou na vida e cumprir todos os objectivos a que se propôs.

E agora uma música que me foi dedicada, não obstante a pessoa que me a dedicou não tenha tido tempo, espero eu para a interpretar bem, uma vez que a interpretação que tenho da mesma de certeza que é diferente.

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[CHORUS:]
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
I held your hand through all of these years
But you still have
All of me

You used to captivate me
By your resonating mind
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

[Chorus]

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along



Hoje o dia começou bem.
Primeiro de tudo, acordei, o que é sempre bom para o dia começar bem.
Fui almoçar com antigos colegas do meu antigo patronato, tá tudo na mesma, os maus continuam a ser maus e os bons, cada vez melhores.
No meio do almoço, e olhando para a mesa do lado, vejo uma cara conhecida.
Ou melhor dizendo, inesquecível.
A minha professora de Inglês do 12ºano, continua na mesma, sempre alegre e jovial, mas melhor que isso tudo, e após 10 anos, ainda se lembrava perfeitamente de mim, de episódios passados comigo, sendo o da bandolete para o cabelo o mais marcante, mas também não esquecendo as minhas leituras daquele romance maravilhoso, "The Great Gatsby" (blllhhhaaarrrggg), citado por mim na pronúncia New Delhiana.
Mudou finalmente de local de ensino, pelo menos tudo parece melhor que my home town.
E senti-me maravilhado quando foi proferida a frase, "Há poucos alunos que nos marcam, este foi um dos que marcou mais!", que pode muito bem ter sido de circunstância, mas enfim, é sempre muito bom de ouvir aumentando o ego mais do que o tecto, bastante alto diga-se, que aquele restaurante era dotado.
À vinda para o local de emprego, sim correcto, emprego, a minha "menina" foi mais uma vez motivo de cobiça/curiosidade, o que também me dá um certo prazer ter algo que é diferente dos outros, não por essa razão, mas por gosto mesmo.
Resumindo, nem as construções ilegais e o senhor a vender nabos e cebolas que montou banca no meu local de estacionamento, me vão tirar o bom humor hoje.

E é assim, espero não fazer mais inscrições hoje, das duas uma, ou houve algo ainda melhor, ou algo MUITO pior!!!!!
Esperemos que o motivo que me traga outra vez aqui hoje seja o primeiro.

terça-feira, janeiro 06, 2004

Boas Tardes!!!!!

Hoje é mesmo para refilar. Não com a minha vida, porque isso, caso não tenham reparado, não tenho nada com que refilar. Por mais que tenham problemas com isso eu sou um gajo contente com a vida. Mesmo.
Mas parece que existem pessoas, às quais desde já agradeço lerem isto, que se preenchem com a interpretação do meu estado de espírito.
Para essas, ACORDEM! Preencham as vossas vidas com algo interessante e não com vãs interpretações da minha vida.
Por lerem linhas por mim escritas, por lerem estados de espírito por mim transcritos para este blog, não significa que possam dizer seja o que for da minha vida.
Mas mesmo assim dizem.
Sou triste, segundo algumas pobres almas, alguns pobres de espírito.
E daí? A tristeza é minha, o blog é meu, escrevo nele o que me apetecer e quando me apetecer.
Tais energúmenos não têm vida própria. Reparem na vossa vida, criticam pelo que escrevo aqui, mas como sabem disso?
Conclusão óbvia, lêem.
E se lêem porque será?
Será uma curiosidade mórbida de averiguar se o gajo, entenda-se eu, está mais triste ou menos triste do que o costume? Ou correcção, se é mais triste ou menos triste do que o costume.
Pelo que fôr, é inútil daqui tirar conclusões óbvias do que quer que seja. Pois, NEWSFLASH!!!, não as há.
Muito menos conclusões da minha vida pessoal.
Para esses que me chamam tristes eu volto a tranquiliza-los, não estou, e muito menos sou, sou um gajo contente com a vida que sofreu um desgosto amoroso, nada mais!
Está em franca recuperação do ultimo e apostado em investir na primeira.
E isso é preocupação exclusiva minha e de mais ninguém.
Concluo com um agradecimento a todos esses esquálidos, e também aos que lêem isto pelo o que é, um passatempo.
O meu muito obrigado.
E agradeço tornarem a minha vida, a par do futebol carros/motas e gajas, um tema de conversa nas vossas.
Sinto-me lisonjeado com a importância que me dão.

"Quem nos ama, que nos cuide, o resto? Que se foda!"

Tenho dito.

segunda-feira, janeiro 05, 2004

Agora com mais calma.
Ontem foi duro ir para a cama, primeiro pois não estava habituado a deitar-me tão cedo, nem tão sóbrio....
Hoje decidi fazer um break da beberagem, hoje e por uns tempos. Foi em demasia, bom, mas em demasia.
De resto sempre deu para sonhar, o mesmo sonho practicamente todos os dias, e deu para pensar nisso mesmo, talvez não passe só de um sonho.
Talvez a realidade seja mais bonita, mas uma pessoa está tão cega que não a vê.
Enfim.
Tenho um puf em casa.
Muito bom gosto por parte de uma pessoa que tem bom gosto.
Sim, também a afastei.
Mas antes ainda consegui atrasar-lhe bastante a vida.
Às vezes somos tão egoístas que nem nos apercebemos do facto.
Foi o caso.
Mas a vida continua, e não vale apena chorar sobre o leite derramado.
Tava a gozar! Não tenho nada 28, tenho muito menos!!!!



































27......
Mais um ano que passou...
Ou para os mais pessimistas, menos um ano de vida...
De qualquer das maneiras foi um ano excelente a nível profissional e pessoal, horrível a nível emocional.
Mas o que interessa é melhorar.
A passagem de ano foi, no mínimo, excelente, com pessoas excelentes.
É sempre uma boa altura para ficarmos a conhecer um pouco mais das pessoas com quem nos damos dia-a-dia, e ficar, das duas uma, surpreendido ou decepcionado.
Contudo nem todas as pessoas importantes lá estiveram.
Afazeres da vida, ou como eu diria há alguns anos atrás, circunstâncias.
Foram quatro dias de puro hedonismo, destroçados pela dura realidade que a vida não é só divertimento.
Também se o fosse, naquelas condições, não havia fígado que resistisse.
E amanhã, ou daqui a bocado, como preferirem, mais uma semana de trabalho se inicia, mais um mês, mais um ano.
Tantos desejos tenho eu para este ano, mas a prioridade é sem dúvida só uma.
Não digo, mas também não é difícil, tenho 28 anos e estou a assustar-me cada vez mais com o meu maior medo.
O ficar só.
E por falar em ficar, fiquem bem.

segunda-feira, dezembro 29, 2003

E com a precupação toda de dizer mal, esqueci-me de falar desta época festiva que atravessamos....
Pois bem, o Natal foi porreiro.
Pela primeira vez em muitos anos vi os meus pais satisfeitos e juntos com outras pessoas, e se eles estavam satisfeitos, também eu estava.
Depois foi a reunião com os amigos em casa de um deles.
Muito bom também, sempre com o sentimento que estava alguém menos, mas não obstante isso, foi bom compartilhar emoções alcoólicamente induzidas nessa noite.
Gostei.
Por muito que queira dizer mal, não consigo, foi bom. E o Quinta do Carmo estava excelente.
E agora vou-me dedicar ao que faço bem.
Impugnar.
O fim de ano aproxima-se, a sensação nostálgica de anos passados aprofunda-se.
A resposta de outro dia foi negativa, mas mesmo assim, e por variadíssimas condicionantes, não creio em nenhuma palavra proferida.
Gato escaldado de água fria tem medo.
Só tenho pena de não termos conhecimento bastante acerca do funcionamento do nosso cérebro, para podermos, através de alguma técnica altamente evoluída, eliminarmos aquele sentimento de posse.
Que infelizmente me atormenta ainda.
Vai fazer um ano dentro em breve, e não há meio de as coisas darem uma volta!
Para um lado ou para o outro, diga-se.
Numa saída à noite, das variadíssimas que acontecem, disseram-me que, quem sabe, as oportunidades poderão estar mesmo à minha frente, só não as vejo porque tenho um problema em me entregar.
AH POIS TENHO!
Passei 10 anos da minha vida entregue, vários erros cometi, é certo, mas era novo e era a primeira vez que tal sucedia.
Não me estou a lamentar, são factos.
Mas após tudo isso, uma pessoa fica um pouco desiludida com a vida, e principalmente com outras pessoas.
Mas é assim a vida, como diria alguém, não é com os malucos que me devo preocupar, esses já se espera que o sejam, são os certinhos que me preocupam, nunca se sabe o que dalí poderá surgir.
E foi basicamente o que aconteceu.
Mas falando de outras coisas.
Isto aqui é uma real balda. Tou sozinho num gabinete de 6 pessoas, não adianta estar a tomar decisões, pois quem dá despacho às mesmas está de férias, estou a ouvir uma merda de rádio, pois a rádio onde trabalha o meu amigo não se consegue apanhar aqui. E a escrever este monte de patacoadas, enquanto estou à espera de uma testemunha que não aparece (tás bem lixado tás...), a pedir elementos a um amigo meu pelo telefone para o safar, ou pelo menos tentar safar, nem que seja atrasando o prazo.
Enfim.

terça-feira, dezembro 23, 2003

Hoje sinto-me como há já algum tempo não me sentia.
Mal.
Não sei porquê.
Se calhar não deveria fazer a pergunta que irei fazer.
Sinto que não quero saber a resposta, ou que me irá magoar.
Mas depois penso que não posso ficar na ignorância para todo o sempre.
Ou saber mais tarde e doer ainda mais.
Estas coisas resolvem-se como o tirar um penso rápido, têm que ser feitas de repente para doer, não há disso dúvida, mas doer menos do que tirar lentamente.
E sinto-me mal porque de certeza que irei ser enganado novamente, não vai haver coragem para dizer o que deve ser dito, para tomar a atitude correcta.
Para finalmente alcançar a tão almejada liberdade.
Como é óbvio o texto anterior é susceptível de interpretação, eu tenho a minha. Cada um que faça a sua.
Se para isso tiver paciência.
Sun Tzu disse:

Levantar um fio de cabelo não é sinal de força, ver o Sol e a Lua não significa ter boa vista, ouvir o barulho do relâmpago não é sinal de ter bom ouvido.
O que os antigos chamam um lutador inteligente é aquele que não só ganha, mas brilha em ganhar facilmente.
Daí que as suas vitórias não lhe tragam nem reputação pela sabedoria, nem crédito pela coragem.
Ele ganha as batalhas por não cometer erros.
O não errar é o que estabelece a certeza da vitória, por isso significa conquistar um inimigo que se encontra já derrotado.
Desta forma, o hábil lutador põe-se numa posição que torna a derrota impossível, e não perde a oportunidade certa para derrotar o inimigo.
Assim que na guerra o estratega vitorioso proculha a batalha unicamente depois de assegurar a vitória, ao passo que aqueles destinados à derrota procuram primeiro combater e depois sim a vitória.
O líder consumado cultiva a lei moral, e adere fielmente ao método e à disciplina, por essa razão, está em seu poder o controle do sucesso.

NÃO TENHO FILHOS e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não
aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas
proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo
contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa
ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há
cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da
fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce não numa família mas numa
pista de atletismo com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três,
natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis. E um
exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se
a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se
instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser
vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás
dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o
emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de
sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho, as quecas de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial estará a mamar
forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais
temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A
meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o
mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as
pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que
o fim último da vida não é a excelência. Mas a felicidade.

Obrigado pela contribuição

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Ontem vi uma notícia na SIC, daquelas que as pessoas detestam ver, pois têm como único intuito o explorar de emoções.
Mas sendo assim, senti-me explorado, sortudo, feliz, sem problema de espécie alguma e acima de tudo egoísta.
Passo a explicar, a noticia versava sobre um agregado familiar de 9 (nove) pessoas, 6 das quais, crianças menores. Sem qualquer problema, apenas a tristeza de não poder nada mais dar, falavam das suas dificuldades económicas, nomeadamente, no esforço que iriam fazer para adquirir um pouco de polvo para a ceia de natal, pois o bacalhau era oferecido. Meus amigos, um pouco de polvo é considerado bem de luxo! Daí imaginem o resto.
Mas o que realmente me tocou, contrapondo com as outras crianças que apareceram na peça (pai eu quero uma X-Box, eu quero uma Barbie etc etc) com as quais me identifico, foi a acomodação a uma situação má por parte dos menores. Quando lhes perguntaram o que queriam, ou diziam que não tinham pensado nisso, ou que apenas uma boneca, que já sabiam de antemão que não iriam ter. Para diversão na noite de Natal, o brincar uns com os outros e ver televisão seriam as actividades favoritas.
Um simples saco com chocolates natalícios foi a melhor, repito, a melhor prenda que lhes tinham dado.
Mas nem uma lágrima se vi naqueles rostos, apenas sorrisos.
E isso fez-me "falar" pelos olhos.
E fez-me ver que não tenho problemas, nem preocupações, nem chatices.
Uma pessoa só se apercebe da sua própria felicidade, quando vê as desgraças dos outros.
Mas não nos toca à porta, por enquanto.
Um feliz Natal para todos, e lembrando um cartoon, em que aparece um sapo na boca de um pelicano, estando o primeiro com a cabeça dentro da boca do segundo mas com as patas agarradas ao pescoço deste, Nunca Desistas, Luta Sempre!

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Pois é meus caros, está decidido, vou para Castelo Branco.
Aproveitar sair deste espaço cada vez mais limitado denominado Lisboa e arredores.
A ver vamos como corre.
De resto, aproxima-se o Natal, esse dia horrível em que é impossível encontrar um café aberto em qualquer lado, onde pessoas que não se falam, fazem o sacrifício por esse dia, voltando tudo à mesma no dia seguinte.
O que vale é que onde moro há um Anti-Cristo, aberto todos os dias.
Olho para o negócio é o que é.
E hoje vai ser o início de mais um fim de semana duro.
Pelo menos promete, hoje há janta e consequente intoxicação alcoólica, mais que provavelmente.
O costume, por assim dizer.

terça-feira, dezembro 16, 2003

E por falar em felicidade. Felicidade é ser
Felicidade é estar
Felicidade é amar
Felicidade é tocar alguém, e sentir e amar e beijar e cheirar e “rasgar” esse alguém até dois serem um
Felicidade é estar só
Felicidade é ouvir o silêncio
Felicidade é perceber o vazio e conseguir tocá-lo
Felicidade é olhar
Felicidade é falar com os olhos
Felicidade é chorar
Felicidade é transmitir no exterior o nosso interior
Felicidade é nascer e não entender a morte
Felicidade é acreditar nos outros apesar de estar só
Felicidade é lutar pela nossa identidade qualquer que ela seja e mostrar aos outros a nossa verdade
Felicidade é lutar pela vida quando a morte nos come partes do corpo
Felicidade é entender que a Terra é um ponto no Universo e nós pensamos
Felicidade é gostar de ser imperfeito num Mundo onde somos mortais
Felicidade é arrepiar-nos com a própria mão
Felicidade é deixarmo-nos levar pelas emoções dos outros
Felicidade é ouvir o Hino Nacional ou uma balada e sentir o sangue quente a correr nas veias
Felicidade é entender que a diferença entre ricos e pobres são adereços
Felicidade é alterar os conceitos
Felicidade é viver a três porque a dois é pouco
Felicidade é dormir a pensar e viver a sonhar
Felicidade é dormir no sofá e comer na cama
Felicidade é transformar a TV num aquário e o carro num banco de jardim e a gravata num guardanapo e o bidé numa floreira e pintar paredes com estrelas do céu e perceber que o nosso mundo é só nosso
Felicidade é ter prazer sem erecção
Felicidade é gritar por amor
Felicidade é chegar ao fim e morrer com alguém ao lado que nos dá a mão e nos fecha as pálpebras com a mesma mão que nos dá calor
Felicidade é tanta coisa e tanta gente pensa que é impossível
Boa Tarde!

Hoje tive uma experiência interessante e, mais do que isso enriquecedora.
Fui almoçar com colegas de trabalho, todas mulheres, das mais variadíssimas idades, todas casadas.
Aquele tipo de grupo de colegas de trabalho em que tive a sorte de me ver incluído, pois quem não interessa, simplesmente, não estava lá.
Mas o melhor foi ver o crescimento, que tanto anseio obter de uma mulher, ali exposto.
Eu explico.
Passei muito tempo a pensar que com a idade as pessoas cresciam.
Mentira total.
Pois uma pessoa, fisicamente, cresce, aparte de qualquer problema, dentro dos moldes normais, intelectualmente o caso muda de figura.
Mas ali estava este grupo tão disperso na questão etária, mas bastante coeso na questão intelectual, e falamos de pessoas desde os 25 a 40 e muitos.
Tudo com vida própria, com problemas próprios, mas a pensarem sempre num objectivo uno, a felicidade.
Foi interessante por esse aspecto, enriquecedor porque gostava de encontrar alguém que partilhasse comigo a mesma alegria de viver que presenciei, e que os respectivos esposos devem sentir.
Mais do que isso, foi mais uma oportunidade de fazer a minha "check-list" de prioridades.
E está feita.
Só falta leva-la ao supermercado.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

E para quem quiser duas justificações:

Uma garrafa sem carica, não está, necessariamente, vazia, está aberta;

E de boas intenções está o inferno repleto.

Para quem teima em ter atitudes esquálidas, e para quem teima nelas cair.
"Os fins justificam os meios" .

Maquiavel , ao dizer essa frase, provavelmente não fazia ideia de quanta polémica ela causaria. Ao dizer isso, Maquiavel não quis dizer que qualquer atitude é justificada dependendo do seu objetivo. Seria totalmente absurdo. O que Maquiavel quis dizer foi que os fins determinam os meios. É de acordo com o seu objetivo que uma pessoa vai traçar os seus planos de como atingi-los.
Boas tardes.

Farto de transcrições por hoje. Já tive de ouvir duas pessoas in loco (para aqueles fluentes em Latim, não preciso explicar, para os outros significa, no local), coisa que me agrada mas que, ao mesmo tempo, me traz grandes dilemas morais. Dilemas de quem tem de tomar decisões conscientes e realistas acerca do dia a dia de pessoas, que muitas das vezes o que fizeram, foi por falta de informação ou por necessidade.
Mas é um trabalho como todos os outros.
Por falar no vocábulo latino, falo de outro, bastante comum entre círculos literários de poesia romântica, no sentido verdadeiro do termo,e admiradores do Clube dos Poetas Mortos, o Carpe Diem.
Analisando a frase, e sem apresentar ainda o seu verdadeiro sentido, Carpe significa, entre muitas outras coisas, lamentar, daí advém a nossa palavra carpir, e diem, os dias, sem mais interpretações.
Logo, Carpe diem, em interpretação lato sensu, significa, lamenta os dias.
Muito menos romântico, agora em termos actuais, que agarra os dias, falando no plano amoroso.
Mas é possível que tenha sido esta a intenção de quem a utilizou em primeira instância, em interpretação stricto sensu, significa vive o dia a dia, pois um lamento é também um anseio por algo melhor, logo há que agarrar as oportunidades assim que surjam.
No plano amoroso, é o perfeito vocábulo para tentar convencer alguém a agarrar uma oportunidade assim que ela surja, por mais inteligente que seja uma pessoa, homem, ou mulher, não poderá deixar de se sentir tocado/a com a sensação de perda que a palavra provoca se não for seguida à  risca.
Mas também, e após mais aprofundada análise, é capaz de ser verdade que deixar escapar um dia, poderá significar agarrar toda uma vida.
Escolhas.
A vida realmente vive-se dia a dia, realção a relação, pensamento a pensamento, mas há sempre aqueles que perduram, que se passam semanas, meses, anos, e não são eliminados do nosso cognos. Por isso, acho que agarrar a oportunidade ou viver o dia ou outros tantos significados da expressão Carpe Diem, poderá simplesmente querer significar o querer agarrar aquele pensamento, aquela ideia, aquela paixão. Mesmo que o físico não esteja já presente nas nossas vidas, mas a simples ideia nos faz avançar para algo melhor.
Para terminar;

Verba vollant, scripta mallent
As palavras voam e os escritos permanecem.

Ou seja, a primordial razão deste blog.


De Rodrigo Moita de Deus.

Com vinte anos, todas as mulheres são bonitas e cobiçadas. Os vinte são por isso a idade de todas as experiências e de todas as realidades. Aos vinte conhecem-se os namorados sérios, têm-se as primeiras relações onde se discute no carro de quem é que se vai viajar ou quem é que cozinha quando estão sozinhos em casa.
Com a idade de toda a vida surge também um dos grandes paradigmas das relações amorosas. Um mistério para quem quer que pense sobre o assunto. Um homem quando tem vinte anos prefere sempre mulheres com quarenta. Quando ele próprio chega aos quarenta começa a preferir mulheres com vinte. Estranho, não é?
Depois de tanto tempo a amadurecer, o ideal de homem desejado, o sonho do príncipe encantado, é confrontado com a realidade nua e crua dos homens que vão passando.
A partir dos vinte anos é fácil acreditar que o próximo namorado será finalmente o seu prometido. Desta vez, em cada desgosto de amor a fantasia vai morrendo. «Talvez não exista nenhum príncipe encantado», «Talvez tenha que fazer o melhor possível com aquilo que se tem».
E depois não podemos esquecer que tudo na vida tem o seu timing próprio e o relógio biológico de uma mulher não perdoa. Este relógio biológico tem a eficiência de um cronómetro de fabrico suíco e normalmente marca a hora certa para se encontrar o príncipe encantado. E se não for o príncipe, alguém parecido.
Por um Natal sem jantares!


Entrámos no mês de Dezembro e aproximamo-nos vertiginosamente do momento mais doloroso do ano para todos os que trabalham em empresas: o jantar de Natal.

Não há pior seca que desperdiçar aquelas horas da nossa existência no mais complexo exercício de cinismo a que tal função nos obriga. Há mesmo caso de relatos de trabalhadores que entram em delirum tremens na véspera do famigerado jantar e até de outros que optaram por se atirar da janela para o precipício ao soarem as badaladas das oito.

O que é difícil de saber é aquilo que mais nos agonia. Se o sorriso idiota do chefe que ainda ontem nos deu uma rabecada só por a gente se ter atrasado a conferir as facturas do mês e que agora nos passa a mão pelo pêlo. Se o cheiro do sovaco da dona Guilhermina que nos calhou em sorte, ao lado, na mesa. Se o discurso baboco do patrão, com aquelas tretas nojentas que somos todos uma grande família quando se está mesmo a ver nos olhos do gajo que o tipo se prepara para cortar a cabeça a metade da malta que ali está.

Também faz parte desta infeliz tradição misturar o maralhal todo para fingir que até somos todos iguais e que lá isso de uns ganharem dez vezes mais que os outros não tem importância nenhuma, pois o que importa é que estejam todos a contribuir para o bem comum, ou seja, para a felicidade dos tipos lá de cima, que com a distribuição dos lucros da firma sempre podem sacar umas gajas boas para dar umas voltinhas sem terem de se sujeitar ao refugo de bares de segunda ou umas viagens a Bragança.

É assim perfeitamente normal que fiquemos entalados na mesa entre o electricista da manutenção, que arrota entre cada pastel de bacalhau que abocanha, e a dona Aurora da secção de pessoal, mulher portadora de uma grande rodagem de estrada, mas que a idade fez encostar às boxes, e que se vai roçando languidamente pelas nossas pernas acima à medida que vai emborcando copos de branco.

É então que se coloca ! o proble ma de saber o que se há-de dizer àqueles seis ou sete marmanjos com quem repartimos a mesa. Contar anedotas porcas pode ser perigoso, porque nunca sabemos se o administrador que para ali está a fingir que é igual a nós não será maricas e nos limpa o sebo logo no dia a seguir. Falar de gajas e futebol equivale a sermos fulminados pelo mulherio que nos fica de trombas para o ano todo. De trabalho, nem pensar, porque isso fazia logo com que cada um começasse a puxar pelos galões e lá se ia por água abaixo a fraternidade. A única saída é mesmo a de ficar calado, com um sorriso idiota nos lábios, dizendo para o da esquerda que a sopa está melhor do que a do ano passado e para o da direita que o bacalhau está uma delícia.

A melhor safa destas coisas é mesmo arranjar-mos maneira de ficar ao lado da estagiária que entrou o mês passado, gastarmos o jantar nos preliminares do paleio e partirmos a seguir para uma visita às iluminações de Natal. Com um bocado de sorte, recebemos logo naquela noite um presente caído do céu.

Manuel Ribeiro
In "Notícias Magazine" de 07.DEZ.2003

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Sabe-se que a burrice é um charme. A ostentação da própria estupidez é uma bijuteria que os candidatos a charmosos ostentam em público para conquistar admiração e notoriedade. Um caso que tornou-se clássico desse comportamento foi um cantor pimba (nem sei quem foi; são todos iguais mesmo...) que, numa entrevista, mandou a seguinte patacoada:

Reporter: Você gosta de ler?
Pimba: Sim, eu devoro livros.
Repórter: Qual foi o último livro que leu?
Pimba: Eu li aquele... Bestseller.
Repórter: Mas, qual best seller?
Pimba: O próprio. Chama-se Bestseller.

O sintomático é que o próprio pimba contou este caso, achando muito engraçado o facto de o repórter ter, involuntariamente, desmascarado sua burrice. O pimba, se num primeiro momento envergonhou-se da sua falta de cultura ao ponto de mentir que gostava de ler, logo orgulhava-se da sua burrice e ainda ilustrava sua estupidez contando esta tentativa frustrada de mostrar-se culto. Passou a ostentar em público sua asneira como se fosse um troféu. Ser burro é um requinte.

Sabe-se também que cantores pimba são paradigmas sujeitos bem sucedidos na vida. É um caminho natural concluir que sua áurea de estupidez está diretamente relacionada ao sucesso. O caminho da fama estaria mais próximo das pessoas de poucas luzes. Quanto menos culto, melhor.

Contudo, ironicamente, o facto é que muitas pessoas ainda acham que o charmoso é ser inteligente. O problema era que, para ser inteligente, era necessário dedicar a vida inteira aos estudos. Fazendo isso, não sobraria tempo para exibir-se em sociedade e conquistar a fama - equivocada, lembrem-se - de charmoso.

Mas a necessidade vira-nos do avesso, se preciso. Sistematizaram-se alguns procedimentos para que o estúpido parecesse bastante inteligente, com menos riscos de cometer gafes como a do pimba citado. Um procedimento bastante usado é o seguinte:

Numa conversa, para conferir autoridade a qualquer baboseira que diga, cite um filósofo qualquer e afirme que a frase é dele. Isso pode ser feito, de forma preventiva, no começo da frase. Se você tem a opinião que, por exemplo, ninguém é de ninguém, pode começar assim:

- "Segundo Kierkegaard, em seu estudo sobre os aspectos coercitivos das relações humanas, ninguém é de ninguém, etc, etc.

Quando a conversa é travada com alguém razoavelmente culto, o ideal é inventar o nome e dizer que ele foi um importante filósofo do século XVII.

- Segundo Thomas Friedkin Flanger, o famoso filósofo do século XVII... já leu alguma coisa dele?

- Já ouvi falar.

- Ele é muito bom. Segundo Flanger, em seu estudo sobre os aspectos coercitivos das relações humanas, ninguém é de ninguém, etc, etc...

Dificilmente a pessoa vai querer se aprofundar e inquirir sobre o pretenso filósofo, pois estará sentindo-se inferior irá envergonhar-se de admitir que nunca ouviu falar do ilustre pensador do século XVII, Thomas Friedkin Flanger.

O pressuposto desse comportamento é que o ouvinte também é um estúpido que acredita que a inteligência é um charme. Se quiserem massacrá-lo, basta prosseguir com várias citações de outros filósofos que nunca existiram. Mas convém diversificar as referências, e citar também pequenos trechos de Dostoiévski, Sartre, Herman Hesse ou qualquer escritor de qualquer época. Não é necessário ter lido nenhum e o trecho pode ser inventado. O importante é a pose de autoridade que a referência suscita no interlocutor.

- Dostoiévski também tem um longo ensaio explicando os subterrâneos da mente conturbada do seu personagem que defendia a idéia de que ninguém é de ninguém, etc, etc.

Outra recomendação é nunca concordar com tudo o que seu interlocutor diz. Isso o fará pensar que tu estás atento e possuis espírito crítico. Mesmo se ambos tiverem certeza absoluta que determinada afirmação é correcta, na terceira negativa brotará a semente da insegurança e a certeza do teu interlocutor estará abalada, seja lá qual assunto estiver em discussão. Isso torna-se um trunfo precioso, pois se o candidato a charmoso oferecer o benefício da dúvida ao interlocutor, este irá sentir-se grato e vê-se obrigado a confirmar, por delicadeza, qualquer estupidez que o charmoso vier a dizer. E isso, feito em público, acredita-se, confere tremendo charme ao candidato. Por isso, no final da frase anterior já o alcunhamos de "charmoso", e não "candidato a charmoso". Não se deve esquecer, contudo, que também nas negativas é importante ter um nome de peso para conferir autoridade nas afirmações.

- Segundo Klaus Jefferson Smegman, etc, etc...

Ps. Porém, como já foi explicitado, todas esses procedimentos são desaconselháveis para quem quer ser charmoso, pois está provado que o charme está na burrice.

Hoje mandei às urtigas todo o paleio que a natureza e educação me conferiram. Se é que o tenho, pode ser impressão minha.
Para dizer que tou farto desta merda, não consigo resolver a puta da minha vida, foda-se!
A culpa é INTEIRAMENTE minha.
Tenho consciência disso mas não consigo largar, ou não conseguia, porque desde a semana passada que eu acordei. De tantas vezes que levei estalos aquele foi o maior.
Depois a inocência que para si reclama!
Como se pode ser tão falsa, mentirosa. E mais do que isso como se pode acusar outra pessoa de fazer isso?
Não te imaginava assim, tal como eu fui uma desilusão para ti por não corresponder a um pseudo ideal que criaste de mim, muito por minha culpa, o mesmo sucedeu agora.
E acerca deste assunto não haverá mais inscrições neste singelo Blog.
Já te fiz ver o ridículo da tua situação.
Tenho dito.
Nunca pensei com tão singelas palavras aqui apresentadas que fosse provocar alguma reacção tão má como a que provoquei!
Mas isso tem resolução.
TOU-ME CAGANDO.
DE MENTIROSOS TOU EU FARTO.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Ver-te
Queima-me os olhos
Tocar-te
Queima-me a pele
Torturaste-me e deixaste-me a morrer
Mas, vontade de ferro
Não irei ceder.

A angústia cresce
A vida, morre.
Uma força interior
Alimenta os meus lamentos
Esperança foi estilhaçada
Nasço outra vez
Vontade de viver
Necessito vencer.

Até amanhã. (e este é cá dos meus, fraco, mas cá dos meus)


Este ainda mais espectacular está!

Descoberto único português que ainda vê o Big Brother

Após estudo exaustivo levado a cabo pela empresa responsável por avaliar a relação entre as aparições televisivas de Toy e o aumento do número de pessoas atingidas por aparelhos de televisão na cabeça enquanto andavam na via pública, a TVI descobriu o único português que ainda vê o Big Brother com regularidade.

Trata-se de Arménio Palanca, 47 anos, solteiro e responsável pela manutenção do farol de Valadares de Carrapito, concelho do Sabugal (o único farol no interior do país) há mais de duas décadas. “Vivo aqui sozinho há anos. Passo semanas sem ver ninguém. A minha única companhia é a televisão,” relata. Mas mesmo a companhia da televisão não está livre de limitações. O pequeno televisor portátil de Arménio apenas capta a TVI devido à localização remota e à elevada concentração de matéria fecal suína no subsolo da região que favorece a captação do quarto canal.

Recorde-se que as várias encarnações do Big Brother estiveram sempre entre os programas mais vistos na televisão nacional e a original foi responsável por um verdadeiro surto epidémico de reality-shows desde o “Bar da TV” à “Academia de Estrelas,” passando pelo pouco conhecido “Corpo Presente,” programa da TV Medicina em que, todas as semanas, o público votava num órgão de Cristina Caras Lindas para ser expulso. A última série, a quarta, está muito longe da popularidade de outros tempos e o programa consegue ser menos visto do que o magazine quinzenal da Igreja Ortodoxa Ucraniana na RTP 2.

Para Jaime Roldão, professor de Coprologia Aplicada no Instituto Politécnico Ambulante de Carcavelos, a explicação é simples. “O cérebro humano só consegue absorver quantidades tão concentradas de estupidez como as que são produzidas em programas como o Big Brother durante um período de tempo definido antes de ficar saturado,” considera.

A situação preocupa, obviamente, a TVI que já estudou um conjunto de medidas com o objectivo de tornar o programa mais apelativo. Assim, em breve, a porca que tem sido o animal de estimação dos concorrentes será substituída por uma dúzia de escorpiões africanos particularmente venenosos, os concorrentes passarão a vestir apenas tangas de cabedal preto e todas as provas a realizar envolverão troca de fluidos. Se nenhuma destas medidas funcionar, a produção admite convidar José Castelo Branco para uma participação especial vestido de Tatiana Romanov.



Publicado no www.inepcia.com

Um estudo elaborado pela Agência Europeia para a Discriminação Racial (AEDR), organismo tutelado pela Federação Racista e Xenófoba Internacional de que fazem parte organizações como o Ku Klux Klan americano, a maior parte dos movimentos neonazis e a Associação de Viticultores do Douro, revelou que, como se pensava, os portugueses são mesmo os pretos da Europa.

O orientador do estudo, o professor Adolf Schwarzbald, docente da cadeira de carpintaria aplicada no instituto de formação para deficientes de Leipzig, justifica esta conclusão com o recurso às mais avançadas técnicas de elaboração de teorias perfeitamente arbitrárias e com a participação dos maiores téoricos racistas do mundo, sendo que apenas cinco padecem de problemas derivados da consanguinidade dos seus pais.

“Há muito que os europeus acreditavam que os portugueses são os pretos da Europa mas agora conseguimos prová-lo de forma conclusiva pela primeira vez,” afirma. As provas são inúmeras e indesmentíveis. Os portugueses são um povo que ao longo dos anos e até os nossos dias sempre sentiu necessidade de abandonar o seu país em busca de melhores condições de vida, exactamente como milhões de africanos. Uma vez chegados aos países de acolhimento, ou pela falta de qualificação profissional ou por preconceito, têm de aceitar os trabalhos que mais ninguém quer, mais uma vez como acontece com os emigrantes oriundos de África. As únicas áreas em que Portugal consegue atingir alguma relevância ocasional são o desporto e a música, à semelhança dos estados do continente negro e, como em África, em Portugal, os níveis de corrupção e analfabetismo são elevadíssimos, os organismos estatais funcionam mal ou não funcionam de todo e os governantes parecem ter sido escolhidos entre indivíduos cujas aptidões seriam mais indicadas para trabalhar como apanhadores de bosta em fábricas de adubo orgânico ou como jarrões decorativos. As semelhanças entre portugueses e africanos são tantas que chegam até ao baixo ventre, verificando-se que ambos os grupos têm reputação de ser abonados no tamanho do seu membro viril, como se comprova por um estudo recente que indicava que o tamanho médio dos preservativos vendidos em Portugal era superior ao padrão do resto da Europa.

A revelação de que somos os pretos da Europa foi recebida de formas diversas no país. Ismael Sadiq da Associação Luso-Guineense, criticou o estudo, afirmando que “se os portugueses são os pretos da Europa, nós somos o quê? Os pretos dos pretos? Estão a querer roubar-nos a nossa identidade.” Por outro lado, o primeiro-ministro Durão Barroso recebeu a notícia de forma positiva, considerando que “isto vem provar que o país não está tão mal como se pensava. Se estamos mal quando comparados com os outros países europeus, é porque devíamos comparar-nos com países como o Senegal, a Libéria ou o Ruanda.”

A reacção mais negativa veio dos movimentos neonazis portugueses. Sérgio “Hitler” Rodrigues, führer dos skinheads de Almada e Laranjeiro mostrou-se confuso e perdido. “Não sabemos o que fazer. O mundo deixou de fazer sentido,” afirmou, acrescentando que está a preparar-se para ir morar para São Tomé e Príncipe, fazendo jus ao slogan “Pretos para a terra deles.”

E felizmente correu tudo bem com a minha progenitora.
O que é ser romântico? Ainda existem pessoas que dão importância a actos românticos numa relação? Mas, afinal, o que são actos românticos?

As respostas a estas perguntas variam de pessoa para pessoa. Se para uma mulher um acto romântico é oferecer rosas vermelhas, para outra pode ser jantar à luz de velas.

Actualmente, o romantismo tem uma conotação diferente de há um século atrás, por exemplo. O romantismo medieval, o amor ideal, as paixões platónicas ou a morte por amor são conceitos apenas acessíveis nos livros, nas histórias. Mas será que este romantismo existiu? Provavelmente sim.

Aquele romantismo que estamos habituados a ver nos contos, nos livros e nos filmes: os amores perfeitos, as serenatas ao luar, as juras eternas de amor ou as provas de amor quase impossíveis de praticar existem essencialmente no imaginário de todos nós, afinal a perfeição não existe!

Veja-se o mito da pessoa ideal: vários estudiosos afirmam que não passa de uma fantasia, longe da realidade, onde são depositadas imensas expectativas quase impossíveis de serem concretizadas. Porém, são muitas as mulheres (e homens também) que idealizam um companheiro ideal. Normalmente sem defeitos. Mas o “príncipe encantado” nunca aparece montado no cavalo... E assim surge uma sucessão de relações falhadas porque o príncipe está a demorar.

Nem sempre ser romântico é oferecer rosas vermelhas, ou ver o nascer do sol na praia, ou jantar à luz de velas. O romantismo pode ser um momento de atenção, intimo, único, um beijo, uma troca de olhares ou uma surpresa. De facto, o conceito de romantismo muda consoante a mentalidade ou a personalidade de cada pessoa, sendo difícil definir o verdadeiro conceito de romantismo.

E agora um blog espectacular!

http://omalamado.blogspot.com/

Meus caros, uma vez que o comunicado de ontem causou alguma estranheza, eu passo a repetir.
Por achar estranho, não quer dizer que não o irei fazer sem a presença que gostava. O real problema neste caso é que não me apetece mesmo nada, agora, ir para lado nenhum. Mas ainda faltam alguns dias para a minha decisão final, e ao que parece, nada está decidido em relação à ida, quem vai, etc etc.
A minha opinião é que, sinceramente, vai haver merda.
E quando tenho esta sensação, que engloba necessariamente amigos meus, uns menos outros mais, deixa-me desconfiando, e mais que tudo, desmotivado para querer realmente juntar-me a outros para a comemoração festiva de Fim de Ano.
Não se trata aqui de saudosismos, ou de nostalgia, mas sim de um sentido prático de evitar meter-me em confusões, ou de ser atirado para o meio delas, como tantas vezes fui.
Isso não quero, para isso chega a minha vidinha....
E pronto, espero ter esclarecido todos os que precisavam de esclarecimento.

terça-feira, dezembro 09, 2003

Ora bem, mais uma semaninha de trabalho, curta é certo, mas não obstante esse facto, preocupante.
Sendo a maior de todas a intervenção cirúrgica que a minha progenitora irá ser submetida, ou melhor dizendo, está a ser submetida a esta altura. Por menos riscos que comporte há sempre riscos, mas tudo irá correr pelo melhor, assim tenho a certeza.
De resto, e sem comparação possível, o fim de ano.
De certeza que irá dar confusão, e caso alguém se recuse a ir, irá ser primeiro estranho, e depois mais estranho ainda, pois em 9 anos essa pessoa esteve sempre presente.
Mas quem sou eu para obrigar alguém a algo?
Mas não estou com espírito para tal, nem me encontro ímbuido de vontade de ir a lado algum, logo um dos anos em que mais propostas tive, e que mais possibilidades tenho de ir a qualquer lado.
Mas a ver vamos como será.
Mas como algumas pessoas já me confidenciaram, cheira-me a esturro.
Por variadíssimos motivos, não só pelo meu eterno karma.
Mas esses não são para aqui chamados.
Uma coisa afirmo, GRINGOS NÃO!

sexta-feira, dezembro 05, 2003

E para finalizar por hoje, antes de me dirigir para a confusão que é o trânsito nesta capital, onde várias tentativas de homicídio foram já cometidas contra este que vos escreve, mais concretamente só ontem foram 28, o melhor de Shakespear.

To be, or not to be--that is the question: whether 'tis nobler in the mind to suffer the slings and arrows of outrageous fortune or to take arms against a sea of troubles, and, by opposing, end them. To die, to sleep...no more! And by a sleep, to say we end the heartache and the thousand natural shocks that flesh is heir to--'tis a consummation devoutly to be wished. To die, to sleep. To sleep--perchance to dream. Ay, there's the rub. For in that sleep of death, what dreams may come when we have shuffled off this mortal coil must give us pause. There's the respect that makes calamity of so long life. For who would bear the whips and scorns of time, the oppressor's wrong, the proud man's contumely, the pangs of despised love, the law's delay, the insolence of office and the spurns the patient merit from the unworthy, when he himself might his quietus make with a bare bodkin? Who would bear these burdens, to grunt and sweat under a weary life, but that the dread of something after death, the undiscovered country from whose borders no traveler returns, puzzles the will and makes us rather bear those ills we have than fly to others we know not of? Thus conscience does make cowards of us all, and thus the native hue of resolution is sicklied o'er with the pale cast of thought, and enterprises of great pith and moment with this regard their currents turn awry, and lose the name of action. Soft you, now, the fair Ophelia!--Nymph, in thy orisons be all my sins remembered.

Texto fantástico, pelo menos para mim, e eu é que interesso.


Momento poético, um dos meus autores favoritos, um génio no uso da palavra.

ROMEO AND JULIET
Act 1, Scene 5
ROMEO [To Juliet, touching her hand]
If I profane with my unworthiest hand
This holy shrine, the gentler sin is this:
My lips, two blushing pilgrims, ready stand
To smooth that rough touch with a tender kiss.
JULIET
Good pilgrim, you do wrong your hand too much,
Which mannerly devotion shows in this.
For saints have hands that pilgrims' hands do touch,
And palm to palm is holy palmers' kiss.
ROMEO
Have not saints lips, and holy palmer's too?
JULIET
Ay, pilgrim, lips that they must use in prayer.
ROMEO
O then, dear saint, let lips do what hands do:
They pray, grant you, lest faith turn to despair.
JULIET
Saints do not move, though grant for prayers' sake.
ROMEO
Then move not while my prayer's effect I take.
He kisses her.

Para alguém que se identificar com isto e que tenha paciência

A infidelidade: compreendâ-la e lidar com ela


Uma relação inicia-se quase sempre numa atmosfera de grande intimidade. Porém, mais tarde ou mais cedo, acabam por surgir pequenos conflitos que se podem ir agravando a um ponto em que a relação termina.

Normalmente quando um parceiro se retrai da relação o outro também o faz, criando assim barragens aos sentimentos. Distorce-se a realidade e o diálogo torna-se impossível: tudo o que o outro diz ou faz é mau. A sua presença torna-se intolerável.

Se na relação houver um (uma) amante, essa distorção é maior: o "outro" é a perfeição, o conjuge a desilusão. Entra-se no jogo de quem fez mais, quem se entregou ou quem estragou o quê. É impossível haver diálogo e a ruptura está por um fio.

Eis algumas ideias para analisar melhor o que se está a passar:

1. O divórcio é das experiências mais traumáticas pela qual pode passar um ser humano. Todas as certezas vão por água abaixo. É como se a nossa vida sofresse um abalo sísmico. Leva anos a recuperar emocionalmente de um divórcio, sobretudo nas mulheres. O abalo da confiança é tão forte que nunca mais se consegue voltar a recuperar o bem estar e a capacidade de amar livremente.

2. Isso não significa que muitas vezes o divórcio não seja a única saída. Mas antes de se precipitar tente perceber as razões por detrás dos comportamentos e os sentimentos que ainda possam existir.

3. A salvação de um casamento depende da capacidade de um dos parceiros cair na realidade e tentar restabelecer a relação.

4. Defini-se infidelidade quando alguma coisa que é suposta ser nossa, sobretudo a nível emocional, é entregue a outra pessoa. Por isso infidelidade não ocorre só quando se beijou ou dormiu com alguém. Uma carta ou um email mais intímo pode ser infidelidade, pelo menos manifesta essa intenção.

5. primeiro indicador da existência de problemas numa relação é a ausência de diálogo e a perda de intimidade.

6. Existem três elementos que caracterizam a infidelidade:

a) Segredo;

b) intimidade emocional (falar mais com o "outro" que com o parceiro);

c) Química sexual, dizer a "ele(a)" que se teve um sonho erótico - isso cria uma tremenda tensão sexual pois alimenta a tentação do fruto proibido.

7. Um affair é devastador para quase todas as pessoas envolvidas: é uma das experiências mais dolorosas que o parceiro traído pode sofrer que se acaba por reflectir também nos filhos. Produz um dano enorme na confiança entre o casal e pode facilmente levar ao divórcio. É um risco que não vale a pena correr!

8. O mais importante para evitar a infidelidade é ser capaz de estabelecer fronteiras entre a amizade e "algo mais". Não deixar criar oportunidades, sobretudo quando se está mais vulnerável. Podemos ter uma boa amizade, mas temos de ter cuidado com quem fazemos as nossas confidências. Sobretudo os homens ao tornarem-se íntimos de uma mulher correm um grande risco dessa relação se sexualizar. Confidenciar a um amigo(a) o quanto o seu casamento está mal é um convite ao desastre.

9. A maioria dos homens infiéis não tem envolvimento emocional com as amantes; muitos afirmam amarem a esposa. Pelo contrário as mulheres que se envolvem com amantes fazem-no devido a problemas na relação e têm um grande grau de envolvimento emocional.

10. As mulheres crêem que amando o parceiro ele não terá necessidade de envolvimento com mais ninguém. Esse amor é exclusivo. É por isso difícil a uma mulher aceitar que o marido esteja envolvido apenas sexualmente sem o estar emocionalmente.

11. Para os homens é mais doloroso saber que a mulher teve um envolvimento sexual. Para a mulher é mais cruel saber que o homem está envolvido emocionalmente.

12. Saber que o cônjuge está envolvido num caso é mais traumatizante se o casamento tiver sido bom, pois as espectativas que se haviam criado para a vida a dois ficam comprometidas. A infidelidade é sobretudo uma perda de confiança no outro.

13. Quanto maiores forem as mentiras cometidas mais difícil será recompor a confiança.

14. Deve dar-se liberdade para que a pessoa que traiu possa expressar as suas necessidades dentro da relação e não as procure fora dela. Por exemplo, quando o homem gosta de ajudar os outros e a mulher não permitir que ele o faça. Ou quando a mulher gosta de conversar e o marido não é capaz de a ouvir.

15. Quando se descobre que algo está mal, é a mulher quem dá o alerta: tenta abordá-lo e insiste em falar com ele. A reacção dele é quase sempre afastar-se, mentir ou omitir a verdade. Ignorar estes avisos é um grande erro que quase sempre se paga caro. Se não houver resposta dele, normalmente as coisas vão-se deteriorando até um ponto em que ela fica cansada e acaba por desistir de o chamar à atenção.

16. Erradamente ele interpreta este sinal como se ela estivesse mais calma e que irá voltar para ele. Na verdade ela está a por um ponto final na relação e fica emocionalmente disponível para outro homem. Normalmente o homem só se apercebe do que se passa quando ela parte ou a vê nos braços de outro. Muitas vezes é já tarde demais para recompor as coisas.

17. O meio social e familiar pode servir de catalisador ou inibidor para a concretização dos affairs: se a maioria dos seus amigos, colegas de trabalho ou familiares os tem ou tiveram é-se mais tentado a tê-los também. O inverso é igualmente válido.

18. Deve haver tolerância para compreender que as causas que levam a um affair são muito distintas no homem e na mulher. Para a mulher ele é induzido pela sensação de abandono e justificado com base no amor ou na intimidade que se sente por outro. O interesse meramente sexual vem em último lugar. Para o homem é ao contrário: embora o abandono possa aumentar o desejo, normalmente a razão primeira é simplesmente o sexo. Para ele o amor figura no fundo da tabela como a causa desses envolvimentos.

19. As probabilidades de divórcio são maiores se os affairs ocorrerem no início do casamento, e sobretudo se for a mulher a tê-los. Após começar o seu affair ela vai pensar que afinal fez a escolha errada.

20. O que geralmente atrai a mulher num affair é um homem que seja o oposto do marido ou então uma versão das características do marido quando estava enamorada dele. Mas não se pode ter tudo numa única pessoa. A mulher tem tendência a ver só as coisas boas no amante e, ofuscada pela paixão, esquece que ser amante é uma coisa viver o dia-a-dia é outra.

21. O que atrai os homens é sobretudo a sexualidade, a disponibilidade, a rebeldia, a sensação de liberdade, de criatividade e de fuga que a amante lhe confere.

22. Existe uma grande correlação entre a figura com quem o cônjuge esteve ligado na infância e a personalidade do affair que ela escolhe. Por exemplo, se teve uns pais autoritários é provável que a sua escolha seja alguém que lhe dita as regras e impõe respeito.

23. Nalguns casos o parceiro e o affair tornam-se complementares, mas gera-se um triângulo amoroso potencialmente perigoso.

24. Como resolver o dilema? Um ponto chave é perceber o falso mito que "eu sou incompleta e por isso preciso da outra pessoa para me fazer feliz". Isso é errado. A felicidade é algo que devemos ser NÓS a conseguir, no trabalho, no crescimento individual, na vida. A outra pessoa deve estar ao nosso lado não para nos dar mas sim para partilhar a nossa felicidade. Sem nos amarmos e aceitarmos a nós mesmos não podemos amar os outros.

25. Infelizmente após o casamento a mulher que era nossa amante converte-se na nossa esposa arcando com a moral e responsabilidade, além das tarefas domésticas e quotidiano. Dá-se a desexualização da mulher. O homem pode perder o interesse sexual ou canalizá-lo para amantes ou prostituas. Em suma em casa tem a esposa bem comportada que lhe dá carinho, e no bordel a jovem irreverente ávida de sexo.

26. Esta última dualidade, embora comum entre os homens também pode também concretizar-se para muitas mulheres, sobretudo das classes altas. O papel de "senhora", que a mulher se vê força a exibir, aniquila a sua sexualidade, que como vimos é importante na mulher.

27. Os ciber-affairs pela internet são tão, ou mais, perigosos que os normais. Além de serem mais fáceis provocam um maior afastamento do parceiro. É perigoso contar fantasias a pessoas que nunca vimos quando não o fazemos com o nosso parceiro!

28. É bom notar que apenas 10% dos affairs que conduziram ao divórcio sobrevive depois dele. O encantamento acaba depressa. Os detalhes que antes não eram notados tornam-se agora visíveis.

29. O melhor indicador para saber a capacidade de reconciliação de um casal é ver qual a atitude do parceiro quando lhe conta a verdade.



30. O que fazer para não se repetir? Reparar as vulnerabilidades que tornaram possível. Acabar com a curiosidade (aceitar convites para almoçar), não se tornar/ser confidente de pessoas do outro sexo, não ficar muito íntimo com a pessoa com quem se trabalha, sobretudo não partilhar as ocasiões especiais sem o cônjuge.

31. Após a reconciliação é difícil as coisas voltarem a ser como antes. As pessoas serão sempre diferentes pois perdeu-se a candura da honestidade e a magia da entrega incondicional. No entanto é possível colar os pedaços e tornar a peça ainda mais resistente, pese embora que um olhar minucioso mostre sempre as falhas provocadas.

32. O ingrediente essencial na recuperação é a HONESTIDADE. Acabar com todos os contactos capazes de disturbar a relação e confessar ao cônjuge quando se encontrou com alguém interessante ou com o ex-affair e dizer-lhe o que falaram e o que sentiu. Honestidade absoluta e alguma capacidade de aceitação é essencial para reconstruir a confiança. "Se deixar o nariz do camelo cheirar a sua tenda um dia ele acabará jantando consigo."

33. As coisas podem recompor-se mas é normal mas a desconfiança permanece como um fantasma.

34. Um dos sinais que as coisas estão a ir no caminho certo é a vontade de falar com descontração do amante. Não o mistificar como um anjo (por nós) nem como um demónio (pelo marido).

35. Normalmente numa relação há uma das partes que entrega todas as suas energias para que ela funcione. No entanto, isso faz com que a outra parte se distancie e acabe num affair. Por isso é errada a ideia que só inicia um caso quem não está a receber o suficiente em casa, o inverso é verdade: ele(a) inicia o caso porque não está a dar o suficiente.

36. Mostrou-se que os affairs se caracterizam por possuírem uma relação muito equitativa: ambos dão carinho e atenção em proporções semelhantes. No casal deve caminhar-se nesse sentido e não se deve sentir estar a dar mais que o outro. Deve haver uma entrega semelhante. As coisas vão mal quando um deles não acompanha essa entrega e não participa.

37. Uma relação é como um fogo que se pode deixar abrandar mas nunca permitir que se espalhe para fora da casa. De vez em quando temos de ir atiçando as brasas.

38. Existem duas grandes fases numa relação: idealização (o parceiro é a pessoa perfeita) e desilusão (afinal existem inúmeras coisas que não consigo suportar nele). Isso mais tarde ou mais cedo quase sempre leva ao conflito. Portanto antes de baixar os braços ao primeiro conflito sério, temos de tentar resolvê-lo, pois não existem pessoas perfeitas e os conflitos são sempre inevitáveis em todas as relações.

39. É por isso injusto comparar um affair que dura apenas há uns meses e está na fase do encantamento com uma relação de anos e que passou para a segunda fase. Antes de abandonar a relação deve-se tentar tudo por tudo para a recompor. Só depois se deve tomar a decisão. Não o fazer é como estar a comprar caro e vender barato.

40. Deve existir um período de ajuste de algumas semanas ou meses para se dizer adeus ao affair, mas depois disso deve acabar TUDO. Se após seis meses o affair permanecer o melhor é concretizar a separação.

41. Janelas e paredes. Um affair é um muro de intimidade com o amante com uma janela para o casamento, mas uma janela só de um sentido. Falar com o cônjuge sobre o affair e confessar os nossos sentimentos é uma forma ajudar na reconciliação e inverter o processo: construir um muro de intimidade em volta do parceiro e a família e ter uma janela aberta para as pessoas de fora. Ás vezes constroem-se janelas sem se preocupar antes com a edificação de muros, outras vezes constroem-se muros sem se construir janelas.

42. E não se esqueça a melhor prenda para os filhos é o amor entre os pais.

43. Não se deve concentrar na culpa um do outro mas em procurar compreender as razões profundas que levaram ao desentendimento. Diálogo, compreensão, e completa honestidade são sempre os pontos chave para o sucesso.

44. Grande parte do problema está nas nossas pressupostos. Assumimos como verdades que somos monogâmicos, que sabemos porque ocorrem os affairs, que só as pessoas "de mau carácter" são infiéis, que o nosso parceiro é sempre fiel, etc. Esqueça essas certezas e olhe para a realidade.

45. Não existe protecção absoluta contra affairs. Ninguém é imune e temos de lutar pela nossa relação. Isso não é um caminho fácil.

46. Recuperar não significa "ficar com", como se fosse a posse de um objecto. Não é uma questão de perder ou ganhar, mas de perceber o nosso intimo e sermos bons para nós mesmos. Lembre-se que o objectivo final é levar uma vida com significado.

47. Para avançar-mos temos de saber perdoar, aos outros e a nós mesmos.

48. As pessoas tem de entender que os sentimentos em relação ao amor não são constantes mas evoluem em ciclos naturais. Se o seu relacionamento não está a ser como desejava que fosse, talvez o problema não seja a relação em si mas tenha a ver com os seus próprios conceitos de amor.

49. O grande inimigo da monogamia é o segredo. Se existir honestidade é quase impossível cair num affair.

50. Os affairs são quase sempre com amigos e colegas de trabalho. Mas a internet permite aumentar imenso o número de pessoas com quem se pode contactar. Neste momento a Internet é o mais potente veículo de risco para os casamentos. Deve haver o grito de alerta quando as conversas que tiver na internet forem mais íntimas que as que mantem com o seu parceiro. Um dos maiores riscos de possuir um computador é ter um affair pela internet.

51. O risco de affair na mulher é elevado se ela tem necessidades emocionais que não são preenchidas pelo parceiro. Que necessidades são essas:


Afecto

Sexo

Conversação

Companheirismo

Honestidade e abertura

Atracção física

Apoio financeiro

Apoio doméstico

Apoio familiar

Admiração

Por Armando Vieira
O autor deste texto é professor de Física no ensino superior. Além da Física, interessa-se por todos os sistemas complexos: Redes Neuronais, Economia, e ... o amor e a psicologia das mulheres.
Nas horas vagas escreve contos e ensaios. Está a concluir o seu primeiro romance "Umas Férias de Si Mesma".

Bem, mais um fim de semana se avizinha. Não estou com espírito para nada. A minha própria vida cansa-me, os meus problemas ainda mais.
Tenho a grande sensação de andar a fazer figura de urso, aquelas figuras que um faz quando está completamente perdido sem rumo num mar de gente que sabe tudo o que um não sabe.
Mas é mesmo assim, por um lado é uma maneira cruel de aprendizagem, por outro a ignorância é um dom.
Por vezes gostava de ser ignorante, nem que fosse pelo simples facto de querer ter uma hipótese de felicidade. Mas como é que um ignorante sabe o que é ser feliz?
Não sei.
Gostava que tudo isto fosse como um PC (personnal computer e não partido comunista), em que se faz o reset e volta tudo ao início. Se não voltar, há sempre o format C:.
Método limpo de começar de novo.
Claro que conosco não funcionaria, a nossa RAM não apaga quando perde energia, não é possível começar do zero, fazer "tabula rasa" de tudo.
E com tudo isso vamos cada vez mais nos prendendo ao que tivemos, não vendo maior parte das vezes as coisas maravilhosas que nos passam frente aos olhos.

Mas bem, nem tudo é desgraça!
Tenho tocado baixo, alivia o espírito e espanta a mágoa, um pouco como qualquer beberagem etílica tomada em excesso, com a enorme diferença que baixo, tocado em excesso, só dá prática e não ressaca.

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Esqueci-me de um anexo.
Para quem decidir dar outro sentido à estalada que não o que eu dei, não se incomode em me contactar. Não foi esse tipo de estalo, esse tipo de embate. Foi mais profundo, pois afecta o carácter, mais ainda, põe em causa o mesmo.
Qual carácter?
Esse mesmo.
Mas realmente fiquei deveras irritado com este dia, não é que já não tivesse conhecimento da situação, apenas não vislumbrava que a situação em si fosse tão gravosa. Mesmo com sobejo conhecimento de causa, como referido, espantou-me.
Pela negativa, refira-se.
Por outras palavras, a acção que provocou a acusação que me foi em tempos dirigida, está neste preciso momento a ser perpetrada pelo próprio acusador. As pessoas mudam, crescem, mas infelizmente, há aquelas que, por qualquer motivo misterioso e enigmático, crescem para baixo....
E agora mesmo, ainda mais.
"Surjo quando ninguém está, desapareço quando não sou necessário"
Para quem tem dificuldades interpretativas, estou só.

A vida é realmente irreprudunível! (Obrigadinho Super!)
Meus amigos, após mais uma estalada na tromba, por motivos que não poderei descrever aqui, junto se anexa a definição do amordonald´s.
Significa o "estar" das actuais saídas à noite e de basicamente todas as relações sociais, qual filosofia, é uma infeliz escola que sobrevive do apregoamento da corrupção sentimental. A banalização emotiva que permeia essa forma de relacionamento não é plausível de conotação objetiva, suas reentrâncias conceituais descrevem linhas sinuosas de indignidade e desvalorização, onde campeia a intriga e a opressão dos desfavorecidos esteticamente, triunfando sobre a sinceridade sentimental, a audácia de moderníssimas formas de sedução perversa.
É o fim dos relacionamentos calcados no respeito e na admiração. Hoje o ilustrar do gozo estético não é o bastante, o amordonald´s complica-se num estrangulamento do carácter, a forma mais cobarde de protecção contra as desilusões amorosas, a busca da vantagem oportunista em detrimento da sinceridade emotiva.
É necessário que entendam; beijos e abraços não fazem o amor, não fazem romances, apenas exercitam-nos, e este belo exercício sentimental não pode frutificar de belas palavras de ocasião, e sim da proximidade circunstancial de pessoas que se admiram.
Enfim, não proponho com esta prosa um clamor de instituição religioso ou um grito para um levante moralista. Que seja essa chamada um ponto para reflexão, em que instantes de pensamento sejam fontes de energia para a afronta desta infame ditadura que a passos largos vêm oprimindo o mais belo dos sentimentos inerentes aos seres humanos. Sejamos pois conscientes da herança de sangue que banalização emocional nos tem preparado e quem sabe um dia, felizes na lotaria do destino haja possibilidade do desfrute de beijos como símbolos puros de dedicação pessoal, respeito e amor, sem nenhum sentimento adjacente que não os referidos.



terça-feira, dezembro 02, 2003

E foi o fim de um fim de semana prolongado, muito bem regado com um variedade quase infinita de líquidos provenientes da maior variedade de bares e similares.
Foi um fim de semana divertido, tirando o pequeno facto que as manhãs eram sempre custosas e tardias, vá-se lá saber porquê.
Foi também um fim de semana nostálgico, nomeadamente o domigo. Dia 30 de novembro de 1993 foi um dia marcante na minha vida, e será sempre por variadíssimas razões.
Era quinta feira, estava frio, mas não muito, e assistiu-se em frente à pastelaria Lindóia, por volta das 17e15 a uma viragem na minha vida.
Tanta coisa se passou desde essa data, muita coisa boa, algumas coisas más. Mas é com contentamento que digo que foram os melhores anos da minha vida. Não por um factor simples, mas por uma enormidade de factores complexos.
O crescer emotiva e profissionalmente, as angústias e frustrações, as alegrias e as desgraças.
Mas tudo conta na balança, e a meu ver, o saldo é manifestamente positivo, não obstante a situação actual nãoi ser das melhores.
Mas irá passar, mais cedo ou mais tarde, uma vez que o tempo cura tudo, por vezes demora é tempo a mais!
Agora só me resta aguardar serenamente pelos próximos dez, esperando que seja sempre a progredir a todos os níveis.
E será.